Estão tentando transformar o fracasso em rotina no Flamengo

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Na série “Arrested Development”, exibida pelo canal Fox entre 2003 e 2006 e depois revivida pela Netlflix em 2013, existe um episódio em que o protagonista, Michael Bluth, encontra dentro da geladeira um pacote de papel pardo onde se lê “pombo morto - não coma” e, após abrir o pacote e verificar que dentro dele realmente se encontra um pombo morto, ele olha para o infinito e, com um olhar ao mesmo tempo triste e resignado diz “eu não sei o que eu esperava”. E por mais que “Arrested” seja talvez uma das séries menos relacionadas a futebol de que se tenha notícia, essa cena é talvez a que melhor descreveria o que foi, para o torcedor rubro-negro, o Flamengo x Internacional dessa quarta-feira.

Afinal, era complicado esperar muita coisa. Com um Flamengo desfalcado, sem Diego, Paquetá, Réver e numa situação tão precária que não apenas Rômulo era titular como a torcida chegou àquele que talvez seja um dos maiores sinalizadores de desespero na história do futebol, que é achar que a entrada de Pará pode representar alguma melhoria no time, ficava claro que acreditar numa vitória fora de casa contra o Internacional, atual 2º colocado do Brasileirão, era sim um grande exercício em termos de otimismo.

Rômulo em Inter x Flamengo - Foto: Staff Images
Mas mais uma vez, por mais que a torcida esperasse muito pouco, o Flamengo conseguiu oferecer menos ainda.

Menos ainda porque novamente tomamos dois gols que foram muito menos mérito do adversário do que fruto da capacidade do atual time rubro-negro de complicar situações que, por mais difíceis que sejam, não precisavam ser tão complicadas assim. Menos ainda porque mais uma vez ficou claro que, num campeonato tão complicado quanto o Brasileirão, você é do tamanho do elo mais fraco da sua corrente, e o Flamengo segue colocando em campo alguns jogadores que não poderiam nem mesmo fazer parte do elenco, quanto mais serem titulares de uma equipe que espera brigar por algum título esse ano.

E isso leva ao cenário atual. Um time em queda livre, que passou rapidamente de favorito ao título à competidor pelo G6, já que está 5 pontos atrás do líder, mas apenas 1 ponto à frente do 5º colocado, que tem um jogo a menos. Três jogos sem vencer no Brasileirão, incluindo uma derrota dentro de casa para o Ceará, uma eliminação na Libertadores nas costas e na próxima quarta-feira um duelo de vida ou morte contra o Corinthians, pela Copa do Brasil.

Na próxima rodada? Um duelo que em tese deveria ser fácil, dentro de casa, contra a Chapecoense, penúltima colocada. Mas com o Flamengo que temos hoje, como saber o que é fácil ou não? Como saber qual partida é tranquila, qual partida será brigada, qual partida tem potencial para a tragédia? Afinal, o Flamengo de 2018 parece ter se especializado em complicar situações, buscar problemas onde eles não existem, lutar pela derrota mesmo quando a vitória parece ser a opção mais fácil. Por mais que o Flamengo, enquanto clube, tenha em seu DNA a busca pela vitória, cada vez fica mais claro que atualmente o Flamengo, enquanto time, tem um código genético totalmente diferente. E por isso por mais que derrotas como a dessa quarta-feira sigam sendo doloridas, fica evidente que cada vez menos elas podem ser chamadas de surpresa.

Mas mais uma vez, por mais que a torcida esperasse muito pouco, o Flamengo conseguiu oferecer menos ainda.

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