Flamengo descansou, treinou e piorou

JORNAL DO BRASIL: Por Renato Maurício Prado

Não há justificativa plausível para a derrocada do Flamengo no pós-Copa. Nem a saída de Vinícius Jr., nem a maratona de agosto são motivos suficientes para explicar queda de rendimento tão acentuada. Ainda mais após um período longo de descanso e treinamentos – durante o Mundial da Rússia. É sintomático o fato de o técnico Maurício Barbieri ter tido todo esse tempo para treinar e, exatamente após esse período, a equipe rubro-negra ter piorado tanto.

A escolha do “estagiário” para estrear na Série A, dirigindo um clube do porte (e da pressão) do Flamengo, sempre me fez torcer o nariz. Se no início os resultados chegaram a dar a impressão de que seu trabalho poderia ter êxito, o que se vê depois da Copa coloca em xeque a opção e, salvo um título da Copa do Brasil, e um final de Brasileiro digno, praticamente sela seu destino na Gávea. Renato Gaúcho e Abel são os favoritos destacados para treinar o Mais Querido na temporada de 2019, sob nova administração, pois com os pífios resultados atuais, Eduardo Bandeira de Mello não elege ninguém.

Jogadores do Flamengo comemorando gol contra o Internacional - Foto: Lucas Uebel/Getty Images
Inexperiência e indecisão

Enquanto estiver no cargo, Barbieri precisa decidir quais são os seus prediletos para o ataque do Flamengo e deixá-los jogar o suficiente para que se firmem, ou se queimem de vez. Vitinho, por exemplo, tem que ser titular absoluto e não ficar sendo substituído durante os jogos, como tem acontecido. É infinitamente melhor que Marlos Moreno e precisa de ritmo e entrosamento com os novos companheiros.

O mesmo pode-se dizer de Uribe. Não o contrataram como substituto de Guerrero? Então, que o deixem jogar. Esse entra e sai, com Dourado, não faz o menor sentido. Idem para Lincoln. Se o garoto for o escolhido, que seja mantido numa sequência, para ganhar confiança.

O esquema de arame liso (que cerca, cerca e não machuca ninguém) também precisa ser revisto. E a possibilidade de passar a jogar com dois volantes – Cuellar e Piris da Mota – é uma alternativa que, pelo menos, protegeria um pouco mais a zaga, que anda falhando constantemente. Mas, seja qual for o número de volantes, é fundamental que o time ganhe mais objetividade no ataque, seu maior pecado, no momento.

Como bem disse, Petkovic, no Seleção SporTV de ontem, Barbieri precisa ser fiel às suas convicções e seguir com elas, para o bem ou para o mal. Caso contrário, se continuar mudando jogadores e de direção, como uma biruta no vento, a equipe ficará perdida, como tem se mostrado no pós-Copa, onde o maldito chuveirinho voltou a ser a principal arma de um Flamengo sem a menor imaginação.

Onde o maldito chuveirinho voltou a ser a principal arma de um Flamengo sem a menor imaginação.



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