Flamengo quer provar que Barbieri não teve tempo pra ajustar time

O GLOBO: Pressionado pelo desempenho do Flamengo após a parada da Copa do Mundo, o técnico Maurício Barbieri só conseguiu comandar, no período de dois meses, entre julho e setembro, seis treinamentos completos para ajustar o time. É menos de um terço do número considerado ideal pelo Centro de Excelência em Performance do clube, de 19 atividades. O levantamento foi apresentado a O GLOBO pelo coordenador científico Daniel Gonçalves, que sustenta que o modelo foi capaz de recuperar fisicamente os jogadores mesmo durante a maratona de jogos recente, mas não para evitar a queda na eficiência. A estratégia está dentro da filosofia determinada pela diretoria rubro-negra, de não priorizar competições e entrar em todas para ser campeão.

Os dados levam em conta parâmetros desenvolvidos no próprio clube, que indicam um grupo de jogadores com capacidade física suficiente para aguentar a sequencia de jogos do ponto de vista físico, mas claramente defasado para aprimorar as questões técnicas e táticas. Apenas na semana que se inicia Barbieri terá três treinos completos, com carga e sem preocupação com a fadiga dos jogadores. Metade do que teve em dois meses. Nesse recorte, de 18 de julho a 16 de setembro, o Flamengo jogou 18 partidas, quando considerava o ideal de 13 em um calendário similar ao europeu. Então, o departamento de futebol usou 17 dias para treinos reduzidos e outros 15 para recuperação dos atletas, os chamamos treinos regenerativos. No cenário ideal isso se transformaria em mais 10 dias de treinamentos completos.


E dois meses o Flamengo jogou três vezes por semana. Para o jogo com o Vasco, no sábado, o intervalo foi de 67 horas, porque a CBF botou a partida às 19h para não cair no número inferior a 66 horas proibido pela Fifa. Nessas situações, o time faz um treino reduzido um dia antes dos jogos, recupera nos dois dias seguintes, e o próximo já é uma véspera novamente.

— Os treinos completos são apenas quando jogamos sábado e quinta-feira. Recupera domingo, segunda. Treina terça completo. Não tem outra coisa a fazer. Tem que recuperar — defende Daniel Gonçalves.

— Fizemos 18 jogos em dois meses sem atleta lesionado. Só sacamos por risco de lesão ou perda de desempenho. Isso não houve de forma significativa — completou o coordenador científico.

O Flamengo concluiu então que não era necessário fazer um rodízio de equipe. E não atribui a queda de desempenho ao fato de não ter priorizado uma competição. Com a parte física como ponto alto, faltava dar conjunto a um grupo que ganhou peças novas sem tempo para se entrosarem e promover eficiência de um ataque desajustado. O que na avaliação da comissão técnica só seria possível com dias de treino a pleno vapor. O departamento se defende e alega também que durante a para da Copa do Mundo, a primeira das três semanas foi direcionada apenas à recuperação. Justamente prevendo a maratona nos meses posteriores.

Desde segunda-feira, o planejamento se voltou novamente para essa recuperação. Mas agora haverá três treinos completos, amanhã, quinta e sexta. Hoje, os titulares voltam a campo e retomam as atividades de forma gradativa. No sábado, antes do jogo com o Atlético-MG, apronto em treino reduzido. O CEP lembra ainda que houve apenas três dias de folga para os profissionais em sessenta dias, e atribuiu muito da perda de eficiência a um desgaste mental pelo estresse de viagens e jogos em excesso.

— A parte tática só se consegue quando tem todo mundo junto — lembra Gonçalves, repetindo o que Barbieri vinha dizendo nas coletivas após jogos com desempenho ruim.

Depois dessa semana cheia, não haverá outra até o fim do ano. São três treinos completos para o Flamengo voltar a exibir um bom futebol. Desafio para qualquer treinador medalhão. Que dirá para um principiante talentoso.

Essa semana a gente jogou sábado e vai jogar domingo. Não tem todo dia para treino. Domingo a gente chegou e fica comprometido para treino, foram liberados. Segunda para recuperar os atletas. Qualquer equipe que joga ate seis vezes por mês tem essa recuperacao. Amanha é um treino médio, estabilizador, começar a semana gradativo. Vem de viagem, apenas quarta, quinta e sexta com um treno exigente. Sexta já diminui um pouco a carga, e sábado treino reduzido.

A estratégia está dentro da filosofia determinada pela diretoria rubro-negra, de não priorizar competições e entrar em todas para ser campeão.


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