Flamengo vive momento de tensão na temporada

UOL: Restam 90 dias para o encerramento da temporada, e o Flamengo tem pouquíssimo tempo para tentar salvar o ano. A derrota por 1 a 0 para o Ceará no Maracanã lotado foi um duro golpe nas pretensões do clube. Pela primeira vez desde a eliminação para o Botafogo no Campeonato Carioca a diretoria viu em risco os planos do segundo semestre. O cenário só não ficou pior na tabela do Brasileiro por conta do empate do São Paulo com o Fluminense, o que deixou a diferença para o líder em cinco pontos.

É, no entanto, o momento mais delicado do Flamengo desde o fim de março, quando o técnico Paulo César Carpegiani e o diretor Rodrigo Caetano foram demitidos em conjunto com outros quatro profissionais do departamento de futebol. Naquela ocasião, a direção já dava uma espécie de cartada final por conquistas em 2018. Só que a eliminação recente na Libertadores e os últimos resultados ruins no Brasileirão aumentaram a tensão nos bastidores.

Diego, camisa 10 do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Tudo pesa contra. A gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello está bastante pressionada. O investimento no futebol é um dos maiores do país, mas as conquistas de expressão não aparecem. Pelo contrário, o time coleciona eliminações e alguns vexames.

A torcida, inclusive, já demonstrou que a paciência está no limite, ainda que a equipe ocupe as primeiras posições do Brasileirão e tenha as semifinais da Copa do Brasil pela frente. Um retrato disso se deu nas seguidas vaias ao meia Lucas Paquetá, prata da casa e que pela primeira vez enfrentou a fúria dos rubro-negros fora do território das redes sociais.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello foi bastante xingado pelos torcedores, enquanto um acuado Maurício Barbieri explicou a derrota para o penúltimo colocado sem esconder o desconforto com os questionamentos sobre o cargo.

O cenário eleitoral é outro componente que coloca a direção em xeque na reta final do mandato. Vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba é o candidato de Eduardo Bandeira de Mello no pleito de dezembro e sabe-se que os maus resultados do carro-chefe podem atrapalhar os planos de mais três anos de mandato.

O Flamengo só tem uma solução: ganhar. Para isso, o clube precisa contornar todos os problemas e turbulências em um mês com jogos absolutamente decisivos. Além das semifinais da Copa do Brasil contra o Corinthians, o time ainda enfrenta Internacional (fora), Chapecoense (casa), Vasco (em Brasília), Atlético-MG (casa) e Bahia (fora).

O Rubro-negro já abusou do direito de errar e será preciso driblar o clima delicado nos bastidores para dar a volta por cima. Caso contrário, o ano pode terminar para o atual Flamengo com derrotas dentro e fora das quatro linhas.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello foi bastante xingado pelos torcedores.



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