Keïta e Lucas Paquetá: O conceito de meio campo ideal para Klopp

Por Lucas Mateus Vieira Novais

Colocar Lucas Paquetá, Naby Keïta e Jürgen Klopp no mesmo texto parece meio sem sentido, ainda mais quando as notícias dizem que a joia brasileira está próxima de assinar com o PSG. Paquetá, assim como Keïta, representam, para Jürgen e seu esquema, uma espécie de jogador ideal na faixa de meio campo.

Na temporada 17/18 o meio campo do Liverpool teve diversas formações com jogadores e características diferentes, principalmente após a saída de Coutinho para o Barcelona, uma dessas características foi a ideal durante a temporada passada e no início da atual.

Chamberlain, Milner, Henderson e Wijnaldum terminaram suas participações na temporada passada em altíssimo nível, infelizmente Alex Oxlade-Chamberlain saiu lesionado do duelo contra a Roma, em Anfield, e provavelmente perdera toda a temporada 18/19.

Um meio campo que defendia com perfeição e de forma retilínea, permitindo que o trio de ataque dos reds se preocupasse, quase que, exclusivamente em fazer gols. Era fundamental que os meias soubessem pressionar, roubar a bola, iniciar a transição e criar o jogo.

Para a temporada 18/19 a maior equipe da Inglaterra assinou com Fabinho, Naby Keïta e Shaqiri para o meio campo.

Ainda em agosto de 2017, Liverpool fez um acordo nada comum com o Leipzig, para ter Naby, o time inglês pagou cerca de 60 milhões de euros, sendo, no momento, a transação mais cara da história do clube, mas o meio-campista permaneceu na Alemanha até junho de 2018.

O jogador da Guiné impressionou Klopp com suas grandes atuações na Bundesliga. Rápido, ágil, inteligente, driblador, entre outras características fizeram o alemão se apaixonar pelo futebol do então camisa 8 do
RasenBallsport Leipzig.

Com explosão física, controle de bola e dribles, Keïta apresenta uma capacidade única de quebrar defesas, fazendo de forma tão simples que parece fácil. Naby era um sonho para Jürgen, por defender como um primeiro homem de meio-campo, e possuir capacidade para executar o pressing, as roubadas de bola, interceptações, dribles, finalizações, e um controle de bola único.

O jogador se destacou na campanha da equipe da Red Bull, junto com Werner e Forsberg, sendo escolhido para a seleção da Bundesliga 16/17 e desejado por muitos técnicos e clubes de futebol, como, Barcelona, Bayern e Liverpool.

Keïta desembarcou em Liverpool para assumir a lendária camisa de número 8, que não tinha dono desde a saída de Gerrard.

Isso tudo me lembra a joia do Flamengo, Lucas Paquetá.

Assediado por diversos clubes, o jovem do Flamengo estreou nos profissionais em 22 de fevereiro de 2017, contra o Ceará, pela Copa da Primeira Liga. Mas, sua afirmação só veio no fim do ano com Reinaldo Rueda, quando recebeu a oportunidade de atuar como ‘falso 9”, enfrentando o Cruzeiro, pela final a Copa do Brasil.

Desde então, Paquetá atuou em quase todas as funções do meio e do ataque, como dizem aqui, “só não jogou de goleiro”. Paquetá foi meia pela direita, pela esquerda, pelo centro, foi um “10”, um “8”, um “9”, demonstrando muita facilidade em se adaptar a diferentes funções, artificio que certamente seria aproveitado pelo técnico dos reds.

Ele recompõe, pressiona, rouba, intercepta, faz saída de jogo, arma jogadas, organiza a equipe, quebra a defesa com passes e dribles, finaliza de qualquer distancia, é simplesmente um jogador completo.

Em 2018 ele se tornou o principal jogador da equipe rubro-negra, atuando como um dos meias centrais no 4–1–4–1 adotado por Carpegiani e Barbieri, mesmo com os badalados Diego Ribas e Everton Ribeiro ao lado.

Foto: Reprodução

Paquetá possui muito em comum com Naby, apesar da origem diferente, ele defende, organiza, sai jogando, finaliza, cria, faz tudo isso e muito mais com extrema facilidade e naturalidade, mas ainda sente um pouco do ritmo, afinal, no futebol brasileiro o jogo é bem menos acelerado, porém, nada que uma adaptação, mesmo que longa, não resolva.

Um extra de Lucas é a sua jogada aérea, a facilidade no cabeceio, o bom senso de posicionamento, são algumas das virtudes do promissor jogador brasileiro.

Porém, o jovem flamenguista ainda peca na questão do foco e da responsabilidade, talvez em decorrência de sua pouca idade. É comum ver Lucas tentando dribles em momentos errados, se precipitando em passes, fazendo jogadas de efeito desnecessárias, coisas que com certeza serão corrigidas no futebol europeu.

A promessa brasileira foi ligada ao Liverpool na ultima janela, mas ao que tudo indica não houve negociação, o Globo Esporte coloca o time de Klopp como um dos principais interessados, ao lado do PSG, que no momento parece liderar a disputa.

Paquetá seria um reforço sensacional para o Liverpool, assim como seria sensacional para ele se desenvolver com Klopp na Premier League. Sua contribuição no meio campo se daria em todos os aspectos, juntos de Naby e Fabinho, pensando a longo prazo.

Ele, certamente, sentiria o ritmo e a intensidade do jogo de Klopp, mas após uma adaptação, que pode ser longa, seria fundamental nesse esquema. Seus passes, dribles e finalizações dariam ao Liverpool um elemento ainda mais perigoso, enquanto sua capacidade defensiva daria o equilíbrio necessário e não prejudicaria o trio de ataque.

Vale ressaltar que existe uma grande, e fundamental, diferença entre os dois, apesar das inúmeras igualdades. Naby é um tipo de meia box-to-box, como ele mesmo se descreve, que possui qualidades de criação e de habilidade, um jogador transitório ou transicional, enquanto, Lucas é um jogador de origem ofensiva com algumas qualidades defensivas, Paquetá é um ritmista, um armador, um jogador completo do meio para frente.

Só de imaginar uma dupla de meias com Naby Keïta e Lucas Paquetá já fico impressionado de como seria lindo ver os dois jogando juntos, ainda mais acompanhados de Fabinho, dribles, passes, pressing, ações defensivas e ofensivas de forma completa, em apenas dois jogadores.

A pedido de Sanny, torcedora do PSG:

Tuchel pode ajudar muito Lucas a evoluir, é um técnico com ideias revolucionarias e com um bom jogo, Paquetá seria bem trabalhado por ele. Apesar de jovem, o técnico da equipe de Paris é muito rígido e disciplinador, além de tentar extrair o máximo de seus jogadores.

Imaginando o 3–4–1–2, Paquetá pode ser o 10, ou o 8 do esquema, além de poder ser uma opção de homem no ataque.

Embora eu acredite que Klopp possa ser o melhor para Lucas, acredito que Thomas seria ótimo para ele.

Porém, o jovem jogador do Flamengo ainda peca na questão do foco e da responsabilidade, talvez em decorrência de sua pouca idade.


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