Longe de convencer

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Era uma noite pra vencer de qualquer jeito. Seja porque não poderíamos deixar a distância para o líder São Paulo aumentar ainda mais, seja porque uma derrota hoje colocaria de vez o Flamengo na crise, deixando em risco até o emprego de Barbieri, seja apenas pelo fato de que se esse time conseguisse perder duas vezes na mesma temporada para um adversário que tem Canteros e Márcio Araújo como titulares do meio de campo seria sim o caso de exigir uma rescisão coletiva e montar um novo grupo fazendo uma peneira entre os peladeiros do Aterro do Flamengo.

Mas vencemos, é claro. E ainda que após a série de 3 partidas sem vencer no Brasileirão os 3 pontos sejam sim um cavalo dado do qual não podemos olhar muito os dentes, é preciso reconhecer que a vitória foi menos fruto de alguma perceptível evolução do time e mais resultado de uma soma de fatores que vem desde a pouca qualidade da equipe de Chapecó até a sorte de - e está aí uma frase que poucas pessoas no jornalismo atual esperam escrever - Renê ter feito um golaço ainda no fim do primeiro.

Renê comemorando gol com jogadores do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Isso porque, ainda que o placar tenha sido diferente, o futebol apresentado pelo Flamengo foi, durante a maior parte do tempo, basicamente o mesmo.

Posse de bola e domínio das ações sem que isso resulte necessariamente em chances de gol? Presente. Centroavante que o treinador alega ter escolhido “de acordo com a situação do jogo” mas que atua, como todo camisa 9 do Flamengo atual, só sendo visto durante o hino nacional e na hora em que é substituído? Também presente. Toque de bola previsível que em certos momentos causa a sensação de que o time pode jogar durante 5 mil anos sem fazer um gol? Confirmado. Vitinho atuando num ritmo totalmente dissociado dos colegas de equipe, como se a velocidade do vídeo ficasse alterada quanto a bola chega nele? Com toda certeza.

Ou seja, por mais que a vitória seja sim algo a se comemorar, por mais que todo jogo em que o time ganha seja obviamente melhor que aqueles em que ele perde ou empata, é preciso reconhecer que em termos de futebol o Flamengo segue passando a impressão de seguir estagnado desde a volta da Copa do Mundo, com leves espasmos de melhoria em algumas partidas mas no geral demonstrando problemas que vão desde a ausência de peças no elenco pra suprir certas necessidades até a dificuldade da equipe de traduzir em ações ofensivas concretas esse tempo todo que ela passa com a bola no pé.

Por isso para a partida de quarta-feira pela Copa do Brasil, onde o Flamengo enfrenta o Corinthians na busca por aquele que pode ser o título que sobrou na temporada, esperamos mais. Esperamos a equipe mais criativa, mais eficiente, mais incisiva. Porque claro, você não precisa dar show para ganhar um jogo, não precisa convencer para vencer, mas com o futebol que vem praticando é complicado imaginar o Flamengo conquistando coisas grandes e, se alguém estiver contando com a sorte, vale a pena avisar que “golaço de Renê em chute colocado” é uma dessas situações que com certeza tende a gastar grande parte do estoque do time pra temporada.

Ainda que o placar tenha sido diferente, o futebol apresentado pelo Flamengo foi, durante a maior parte do tempo, basicamente o mesmo.



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