Mais avançado, futebol de Paquetá ressurge no Flamengo

GLOBO ESPORTE: Falso 9. A expressão que surgiu no Barcelona de Pep Guardiola passou a fazer parte do linguajar do futebol. Basta um jogador que não seja centroavante de origem passear pela área, que lá vai ele ser chamado de "falso 9". Em um Flamengo onde os "9" não fazem gols, Lucas Paquetá cumpre a função com um talento bem verdadeiro.

Na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, foi do 11 o gol de 9. A cabeçada certeira no canto direito de Victor deixou o Rubro-Negro a três pontos do líder São Paulo e levantou o debate sobre a escalação de Paquetá no ataque. Com a volta de Diego, a possibilidade ganha força para o jogo com o Corinthians, quarta-feira, pela Copa do Brasil: reflexo da equação oportunidade + desempenho.

Paquetá com jogadores do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Já são 11 jogos em que os centroavantes do Flamengo não balançam as redes. A última vez foi Henrique Dourado, diante do Cruzeiro, em 12 de agosto. Neste período, Barbieri alternou o Ceifador com Uribe e Lincoln. Não deu certo. Paquetá, por sua vez, foi às redes duas vezes, ambas como um "legítimo 9", em cabeçadas dentro da área (contra Galo e América-MG).

O jogo aéreo funcionou ainda diante do Vitória, quando obrigou o goleiro a fazer grande defesa e Diego fez o gol no rebote, e também na assistência para o gol do camisa 10 no 3 a 0 sobre o Ceará, no primeiro turno:

- É um trabalho específico que tenho feito com o Mauricinho (Souza, auxiliar técnico), com o Barbieri, de pisar mais na área. Eles pedem isso para mim. Sempre fui bom de cabeça, né (risos), mas era baixinho. Hoje, consigo aproveitar bem a minha estatura e ajudar o Flamengo - disse Paquetá.

Característica que engrossa o repertório de quem já é o maior finalizador do Flamengo no Brasileirão, com 65 tentativas e 32 certeiras. Não à toa, é o artilheiro rubro-negro, com sete gols. Tudo isso tendo jogado a maior parte da competição praticamente como segundo volante.

Atuar "pisando na área" (outro jargão em alta no futebol brasileiro) não seria novidade para Paquetá. Foi assim que a promessa virou realidade no Flamengo, sob o comando de Reinaldo Rueda, nas finais da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Jogar mais perto do gol satisfaz o jovem, que deixa a decisão nas mãos de Barbieri:

- É uma função que eu sempre fiz na base e fico um pouco mais à vontade (como meia ofensivo). O Barbieri que escolhe. Fico feliz por ter jogado bem e contribuído para vitória com o gol. Me coloco da melhor maneira possível para o professor e para ajudar o Flamengo.

Escalado de início como meio-campista com maior liberdade de atacar, Paquetá ajudou o Flamengo também como centroavante após a saída de Henrique Dourado. Barbieri, por sua vez, evitou antecipar o que fará quarta-feira e tratou a situação como circunstância do jogo com o Galo:

- Paquetá já jogou assim anteriormente também. A mudança foi exclusivamente para momento do jogo, para o que time necessitava.

O retrospecto recente mostra que o Flamengo necessita de alguém que resolva o problema da falta de gol dos centroavantes. Quarta-feira, contra o Corinthians, balançar as redes é fundamental para avançar à final da Copa do Brasil. Lucas Paquetá estará em campo, a dúvida é em qual função: como falso 9 ou somente um meia com talento verdadeiro para fazer gol.

Em um Flamengo onde os "9" não fazem gols, Lucas Paquetá cumpre a função com um talento bem verdadeiro.

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