Milan não pagará multa rescisória de Paquetá no Flamengo

GILMAR FERREIRA: Mergulhado em grave crise técnica e financeira, o Milan deu uma tacada forte para sua recuperação corporativa e desportiva oficializando a contratação do executivo sul-africano Ivan Gazidis, de 58 anos, que há nove anos ocupava o cargo de presidente executivo da Arsenal Holdings.

A partir do dia 1º de dezembro, ele será o responsável pelas das operações comerciais e financeiras do clube rossonero, assumindo funções antes a cargo do italiano Paolo Scaroni, que ocupará apenas o cargo de presidente.

Como já é sabido, o Milan, comprado em 2017 pelo magnata chinês Yonghong Li, hoje é controlado pelo fundo de investimentos internacional Elliott Management Advisors, avalista na operação de R$ 2,8 bilhões para a compra das ações antes em poder de Sílvio Berlusconi.

Lucas Paquetá se lamentando no Flamengo - Foto: André Mourão
Como os chineses não conseguiram honrar em julho a quitação de empréstimos da ordem de R$ 1,2 bilhão, o Elliott assumiu o controle do Milan, nomeando Paolo Scaroni para comandar a operação e injetando aproximadamente 150 milhões de euros na economia do clube.

A notícia foi vista com reserva nos bastidores do Flamengo, clube que alimenta grande expectativa de negociar os direitos econômicos de Lucas Paquetá na próxima janela de inscrições no Calcio.

A presença do ex-lateral Leonardo como diretor esportivo do Milan alimentava esperanças.

Acontece que, ao contrário da gastança desenfreada dos chineses, Ivan Gazidis é tido pelo mercado como gestor conservador.

E o valor de 50 milhões de euros fixados para a transferência de Paquetá para clubes do exterior é considerado acima da nova realidade do Milan.

Na última "janela" o Milan, ainda controlado por Yonghong Li, havia gasto mais de 200 milhões de euros em reforços.

Por isso foi enquadrado no Fair Play financeiro pela Uefa, que desconfiou de gestão temerária e o suspendeu de competições europeias por dois anos.

A entrada em cena do Elliott Advisors, com promessa de gestão financeira sólida e estável, foi fundamental para a absolvição no CAS (Corte Arbitral do Esporte).

E o caso serve como pano de fundo numa semana em que o estudo anual elaborado pelo banco Itaú BBA apresenta diagnóstico negativo sobre a economia dos grandes clubes brasileiros.

Com exceção de Flamengo, Grêmio, Palmeiras e São Paulo, a maioria aumentou receita sem reduzir suas dívidas.

O que explica um pouco da tabela do Brasileiro...

E o valor de 50 milhões de euros fixados para a transferência de Paquetá para clubes do exterior é considerado acima da nova realidade do Milan.


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