Resta ao Flamengo acelerar as mudanças para próxima temporada

O GLOBO: A vaga na final da Copa do Brasil era o calmante perfeito para o fim do ano do Flamengo. Consumada a queda para o Corinthians, ficam as incertezas e a necessidade de acelerar mudanças para a próxima temporada. Muitas já em análise pela atual diretoria, que não sabe se vai permanecer no clube em 2019.

Fato é que este ano foi uma sucessão de improvisos. Tanto no que se refere ao comando do futebol - com troca de treinador e executivo, e colocação de profissionais sem experiência - e também na montagem do elenco. A reposição de peças perdidas não se deu à altura e nem no momento ideal para quem almejava grandes conquistas - os casos de Dourado, Vitinho e Uribe são emblemáticos.

O acúmulo de jogadores com desempenho aquém do esperado foi a tônica. E a reformulação do time é considerada um caminho sem volta por muitos dos apoiadores da atual direção. O ambiente eleitoral, que começou a ficar mais evidente, promete explodir de vez. E prejudicar o andamento dos trabalhos do futebol, que já não estavam fáceis.

Jogadores do Flamengo aplaudindo a torcida contra Corinthians - Foto: Gilvan de Souza
O técnico Maurício Barbieri, no meio disso tudo, seguirá sob críticas até que a situação no Brasileiro indique uma chance de conquista. Enquanto o diretor Carlos Noval, que deveria ser o homem forte do futebol depois da saída de Rodrigo Caetano, não tem autonomia para mudanças nem o perfil desejado por muitos, de cobrança a jogadores.

As mexidas necessárias no elenco e no espírito do time do Flamengo ficam a cargo do vice de futebol e candidato a presidente Ricardo Lomba. Já que o presidente Eduardo Bandeira de Mello está em fim de mandato e dedicado a campanha eleitoral fora do clube. Fato é que os apoiadores de Lomba pressionam há algumas semanas para que as mudanças entrem em prática agora e comecem com a saída de Barbieri. Sem alternativas, o ex-interino resiste.

Os próximos dois meses ainda podem reservar uma alegria hoje inesperada, com a possibilidade de subida na tabela do Brasileiro. Dos objetivos na temporada, é o que resta. As quedas na Libertadores e na Copa do Brasil consolidaram um viés de fracasso em relação ao ano passado, quando o Flamengo chegou a três finais. Agora, o Brasileiro é a única opção, e ganha ares de obrigação.

Para um elenco que demonstrou não saber lidar com a pressão comum ao Flamengo, é difícil imaginar uma volta por cima e a entrega de desempenho e resultados a esta altura. Não se duvida do profissionalismo do elenco nem dos demais que trabalham no futebol. A sensação é, no entanto, de fim de ciclo. De um desgaste e falta de representatividade para o torcedor. É preciso que o Flamengo identifique os motivos desse processo e tente revertê-lo a tempo.

O acúmulo de jogadores com desempenho aquém do esperado foi a tônica.

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