"UniFla" atrai insatisfeitos com futebol do Flamengo

GLOBO ESPORTE: Prevista para o início de dezembro, as peças no tabuleiro da eleição do Flamengo movem situação e oposição nos bastidores da Gávea. Com três candidaturas lançadas - a do atual vice de futebol, Ricardo Lomba, com apoio de Bandeira na situação, a de Rodolfo Landim, antiga chapa verde, e a de Marcelo Vargas, da chapa branca -, os candidatos e seus apoiadores correm atrás de votos e fazem cálculos, pesquisas e projeções até o dia das urnas.

Em baixa com torcedores, alvo de críticas no processo político e, principalmente, nas redes sociais, o presidente Eduardo Bandeira de Mello vive papel duplo nesse pleito. Se por um lado a candidatura de Lomba vai mostrar independência de ações e conceitos de Bandeira - o vice de futebol fez questão de falar em "descentralização" de poderes na coletiva da última semana, sem a presença do mandatário -, internamente a administração de Bandeira tem outro efeito para a situação.

Foto: Divulgação
Em pesquisas com associados, a aprovação da gestão Bandeira fica em torno de 70%, o que joga a favor de Lomba, candidato diretamente associado ao presidente. Com colégio eleitoral um pouco maior do que na última eleição - pulou de 7.225 em 2015 para 8.061 aptos neste pleito (isto, claro, antes das eventuais impugnações, permitidas até 10 outubro) -, a expectativa é de que a votação total fique em torno de 4 a 5 mil eleitores.

A campanha de Lomba estima que consiga atrair cerca de dois mil votos (o que pode representar metade dos eleitores, dependendo do comparecimento no dia da votação). Na conta, cerca de 500 votos distribuídos entre o principal grupo de apoio de Bandeira, o Sócios Pelo Flamengo (SóFla), na imagem interna da gestão Bandeira (no balaio que entra obras do centro de treinamento até intervenções pontuais na sede da Gávea) e de antigos personagens da política rubro-negra como o candidato vice-presidente geral de Lomba, Walter Oaquim, e alguns outros ex-presidentes como Helio Ferraz e Luiz Augusto Veloso.

Póvoa como fator de desequilíbrio; Landim com sete grupos de oposição

Uma arma que pode desequilibrar o pleito é o engajamento de Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, e o eco de seu discurso entre laureados - categoria de sócios premiados e homenageados como atletas no Flamengo. As contas do próprio dirigente são de até 1.500 votos em potencial, disse em entrevista ao blog "Ser Flamengo".

Foi dele o discurso mais contundente (confira um trecho abaixo) na coletiva de imprensa da "Chapa Azul", com críticas a apoiadores de Landim. Em outra entrevista ao "Ser Flamengo", Landim classificou como "incompreensíveis" as críticas de Póvoa, lembrando o empenho de seus apoiadores em outros tempos para promover o esporte olímpico.

Do outro lado, a campanha de Landim vai para a ofensiva, com lançamento nesta semana de comitê de campanha na rua Conde de Bernardotte, no Leblon, do lado da Gávea. No espaço de antiga livraria serão realizada reuniões com sócios e artistas, serão discutidas propostas. A ideia atrair laureados, mudar a impressão alardeada por Póvoa e ganhar atuais apoiadores de Lomba e do SóFla. Na terça à noite, na Lagoa, Landim faz mais um evento de campanha.

A chapa de Landim tem a seu favor ampla maioria entre grupos de oposição e vai apostar justamente nesta união contra Bandeira, Lomba e seus aliados - atribuindo à atual gestão postura desagregadora no ambiente político do clube. Sem falar nos resultados bem abaixo do investimento e do orçamento crescente do clube.

São sete grupos políticos com Landim, conforme reportagem do site "Uol": FAT (Flamengo Acima de Tudo), Sinergia, Ideologia, FlaFut, Fla +, Fla e Garden, grupo de Márcio Braga, outro chamador de votos no jogo de xadrez da eleição rubro-negra. Grupos que na última eleição deram apoio a Bandeira. Na campanha de Landim, a aposta é de que cada grupo, mesmo sem serem muito numerosos, consiga dividir votos com a chapa de Lomba, equilibrando a eleição.

Marcelo Vargas: "Temos maior viés de alta"

Azarão desta eleição, o advogado Marcelo Vargas, de 44 anos, que se lançou candidato a presidente no dia 10 de setembro, aposta no crescimento da sua campanha ao longo do processo eleitoral da Gávea. O seu grupo, "Flamengo Tradição e Juventude", conta com cerca de 300 votos - número superior ao que Cacau Cotta, candidato em 2015, alcançou na última eleição com viés polarizada entre azuis e verdes (Cacau recebeu 259 votos).

- Esta bipartidarização incomoda muita gente no Flamengo. Temos o maior viés de alta entre as chapas. A menor rejeição - lembra Vargas.

Sem falar nos resultados bem abaixo do investimento e do orçamento crescente do clube.


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