Vitinho e Uribe são duas decepções no Flamengo até aqui

GLOBO ESPORTES: O ataque foi a prioridade do Flamengo na última janela de transferência. De olho nas perdas, o clube concentrou o investimento no setor e trouxe Vitinho e Fernando Uribe, ambos com contratos longos. A dupla desembarcou badalada e com status de titular. Obviamente é cedo para saber se os dois terão sucesso na Gávea, mas o início das trajetórias não é animador.

Nesta quarta-feira, diante do Inter, em Porto Alegre, a dupla deve ter nova oportunidade de reescrever o início da trajetória no Flamengo. Após ser barrado contra o Ceará, Vitinho está confirmado e começará centralizado no meio, posição em que ainda não foi testado. Já o colombiano, barrado após a derrota para o Cruzeiro no Maracanã, há quase um mês, deve ter uma chance no lugar de Dourado.

Vitinho e Uribe, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Expectativa x realidade

O caso de Vitinho é o mais emblemático. Após longa e arrastada negociação, o Flamengo desembolsou 10 milhões de Euros – cerca de R$ 46 milhões – pelo meia-atacante do CSKA. Jovem (24 anos) e reconhecidamente talentoso, chegou com a expectativa de ser a solução imediata para a perda de Vinicius Junior. Ainda não foi, e ouviu as primeiras vaiais na derrota para o Ceará.

Em dez jogos – sete como titular –, ainda não fez gol. Foi muito bem contra o Vitória, quando acertou o travessão e deu a sensação de que seu futebol iria desabrochar. Mas, por enquanto, segue devendo.

Antes de se apresentar, Vitinho realizou pré-temporada na Rússia, mas chegou ao Rio de Janeiro em um ritmo bem diferente do restante do elenco. Parece estar em outra sintonia dos companheiros, que se encontram no meio da temporada, na maratona de jogos intensos e decisivos.

- Estamos em adaptação. Estou me dedicando e trabalhando para evoluir e espero dar resultado para o Flamengo o mais breve possível. Mas tudo tem seu tempo, então estou trabalhando para que as coisas deem certo - disse o atacante no desembarque em Porto Alegre.

Comparações com Everton Ribeiro

A situação de Vitinho é muito semelhante a de Everton Ribeiro, no ano passado. Não há como fugir das comparações. Contratado em julho de 2017 por 6 milhões de Euros – maior transação da história do Flamengo, até então –, o camisa 7 chegou à Gávea no meia da temporada, mas não correspondeu às expectativas em um primeiro momento. Ao longo do ano, alternou a titularidade com o banco de reservas e foi preterido por Berrío e Paquetá em várias oportunidades.

- Entendo que há um aspecto físico, que eles precisam atingir o nível ideal, mas estou creditando a, digamos, não performance ainda a um período de adaptação.

- Cito o exemplo do Everton Ribeiro, que, talvez, hoje seja o melhor jogador do Flamengo. Ou um deles. Tem que ter um pouco de paciência. Estamos controlando essa ansiedade sem deixar de trabalhar e cobrar – analisou o vice de futebol Ricardo Lomba.

A evolução de Everton aconteceu gradualmente. Ele iniciou melhor o ano de 2018 e hoje é um dos principais jogadores do time. Faz gols, dá assistências e foi protagonista em momentos importantes da temporada. Caminho, de certa forma, natural para Vitinho. A torcida do Flamengo só espera que essa adaptação não demore tanto.

Uribe: primeira impressão ruim

Fernando Uribe chegou ao Flamengo um mês antes de Vitinho, mas, assim como o companheiro, ainda não conseguiu render o esperado. Respaldado por uma excelente média de gols (1,9 por jogo) no Toluca, do México, era apontado como o substituto de Guerrero, mas não emplacou. No jogo decisivo contra o Cruzeiro, por exemplo, sequer foi relacionado e ficou fora da viagem para Belo Horizonte por opção de Barbieri.

Mas o futebol é dinâmico, e uma semana após sequer ser opção no banco, Uribe terá nova chance como titular.

- São dois grandes jogadores que estão se adaptando. Estamos procurando buscar o melhor de cada um. Às vezes, em função de características, cada um requer um tempo próprio para se adaptar. Mas os dois têm tudo para nos ajudar e render com a sequência de jogos - disse Barbieri, referindo-se a Uribe e Vitinho.

Ao todo, o colombiano participou de nove jogos – seis deles como titular – e marcou um único gol, em falha do goleiro Magrão, na vitória sobre o Sport. Muito pouco para um centroavante que desembarcou na Gávea como solução para a falta de gols do ataque rubro-negro.

Obviamente é cedo para saber se os dois terão sucesso na Gávea, mas o início das trajetórias não é animador.

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