Brasileirão não está exigindo grandes inovações táticas

COMPLETANDO A JOGADA: Por Marco Condez

A rodada 31 tinha chances de tornar o Campeonato Brasileiro mais emocionante e menos previsível, uma vez que incluía confronto direto entre os dois primeiros colocados na tabela de classificação, ou seja, entre Flamengo e Palmeiras. Mas, decepcionou, porque além de ser um jogo tecnicamente abaixo do esperado, terminou empatado e manteve o posicionamento das duas equipes.

Vendo a campanha do Palmeiras neste final de temporada dar resultados muito bons, me questiono se utilizar esquemas simples não é uma tendência do futebol brasileiro. Além do Palmeiras, outras equipes, como o São Paulo e o Internacional, também adotam táticas parecidas e estão bem colocados na competição nacional. O Ceará é outro exemplo, pois após ter permanecido na zona de rebaixamento por várias rodadas, está a caminho de conseguir permanecer na série A, também com esquema tático não muito elaborado.

Foto: Divulgação
Porém, indo mais além, a impressão que fica é de que a cultura dos resultados norteia a forma em que as equipes são montadas. No futebol nacional está se tornando mais interessante ter uma equipe pragmática, do que uma equipe que preza pela produtividade, calcada em esquemas tecnicamente elaborados.

Estes esquemas táticos simples podem até dar resultados em campeonatos nacionais, mas mesmo assim, considero esta conduta como um retrocesso para o desenvolvimento do futebol brasileiro. Se o esquema não estiver perfeitamente consolidado é bem mais difícil dar resultados quando enfrenta outras escolas de futebol, como a escola argentina, no caso do Palmeiras jogando na Libertadores.

A permanência prolongada do comando técnico nas equipes, invariavelmente, acaba levando ao maior aproveitamento do elenco, o que implica no maior rendimento. Todo esse processo acaba culminando na apresentação de um futebol mais agradável de assistir. Mas, como no nosso futebol não é usual a manutenção do trabalho do técnico por longo tempo, caso não esteja dando resultados positivos, acabam sendo formadas equipes pobres de inovações táticas.

O jogo entre Flamengo e Palmeiras apesar de ser o confronto de duas escolas praticamente antagônicas, foi nervoso, pois era decisivo e as equipes levaram para dentro de campo a pressão do momento que tomou o lugar da produtividade.

A equipe atual do Flamengo, sob o comando de Dorival Junior está se apresentando mais técnica e por isso teve volume maior de jogo. Porém, não foi capaz de concretizar as chances criadas em gols. Com este empate, perdeu a chance de se aproximar definitivamente da liderança do campeonato e nas próximas rodadas terá que mostrar maior produtividade, pois enfrentará times qualificados, iniciando a sequência com o São Paulo, no Morumbi.

Já, o Palmeiras como é de seu esquema atual, conseguiu ser objetivo e abriu o placar aproveitando falha de marcação do lateral flamenguista Pará. A partir daí, o jogo virou ataque carioca contra defesa paulista, pois o Palmeiras renunciou aos ataques na tentativa de administrar a vantagem conseguida. Como espetáculo o jogo deixou muito a desejar.

Esta maneira extremista e conservadora que o Palmeiras tem adotado nos últimos jogos até é compreensível no Brasileirão, mas na Libertadores contra o Boca Juniors foi lamentável. O empate por 1 a 1 contra o Flamengo, pode ser considerado bom para a equipe paulista, pois manteve a forma de jogar que está trazendo bons resultados, bem como a liderança com vantagem de 4 pontos.

Pela quantidade de peças que possui, era esperado que o Palmeiras mostrasse algum esquema mais elaborado, que valorizasse mais a posse de bola e procurasse envolver o adversário através do meio-campo. Porém, acredito que essa postura defensivista, esteja atrelada ao histórico de seu técnico Felipão, que prefere basear suas equipes com defesa forte, meio-campo congestionado e ataque rápido.

Para o Palmeiras, esta parece ser a fórmula mágica de se jogar na fase final do Campeonato Brasileiro. Mesmo não tendo, até o final da competição, adversários tão duros, terá que manter a produtividade para sustentar a liderança, pois seus adversários estarão lutando por objetivos concretos e já estabelecidos.

Mesmo tendo sucesso no Brasileirão, de maneira geral, creio que o esquema tático simplista palmeirense não seja a melhor forma de desenvolver a equipe para se tornar combativa em outros torneios, que certamente, foi a motivação para altos investimentos no clube.

O jogo entre Flamengo e Palmeiras apesar de ser o confronto de duas escolas praticamente antagônicas, foi nervoso.

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