Cariocas iniciam NBB com realidades e perspectivas diferentes

O GLOBO: A bola laranja vai subir às 13h35, em São Paulo, quando o atual campeão Paulistano recebe o Mogi , numa reedição da final do NBB passado (Band e ESPN transmitem). Flamengo, Vasco e Botafogo, três equipes cariocas, ajudam a contar a história desta competição, que chega à sua 11ª edição. O Vasco visita o Brasília, às 15h25 (Band). O rubro-negro estreia às 18h contra o Basquete Cearense, em Fortaleza (Facebook do NBB).

Um time completo de jogadores que atua nos times da cidade disputaram todas as edições. O mais experiente é Duda Machado, de 36 anos, ala-armador do Vasco. Logo atrás estão o ala-pivô Olivinha, do Flamengo, e Murilo Becker, contratado neste semana pelo Botafogo, ambos com 35. O pivô rubro-negro Rafa Mineiro tem 30 anos, e o caçula da turma é o ala-armador Cauê Borges, do Botafogo.

Foto: Divulgação
Problemas financeiros

O lançamento do NBB em agosto de 2008 aconteceu dois anos depois de o Campeonato Brasileiro da Confederação Brasileira de Basquete ser encerrado no meio das finais entre Ribeirão Preto e Franca, no qual, através de uma liminar, o Brasília conquistou um vaga na decisão.

— Como é que você enxerga o futuro quando o principal campeonato do país não tem campeão? — relembra Olivinha. — Vivemos o fundo do poço do basquete e estamos colhendo os frutos do que plantamos lá atrás.

Então com 18 anos em 2006, Rafa Mineiro estava no Ribeirão Preto e chegou a questionar sua carreira.

— Eu era uma jovem promessa. Tinha no time Nezinho, o Alex, que tinha recém voltado da NBA, eu tinha aquele sonho — recorda-se Rafa. — Eu sofri muito com isso. Não conseguia enxergar um futuro para mim no país. Pensava: “Será que vai ser sempre essa bagunça?”

A liga não evitou todos os problemas financeiros, o que provoca encerramento de times, como aconteceu com o Vitória este ano. Já o Brasília voltará. O Vasco vive incertezas políticas e financeiras. A participação chegou a ser posta em xeque pelo presidente Alexandre Campello há duas semanas. Principal contratação, o americano Desmond Holloway deixou o clube após o Carioca, reclamando de não ter sido pago.

— Eu sempre soube das dificuldades de ser profissional no Brasil pelo amadorismo do esporte. Mas, se achasse que não teria futuro, não teria apostado — diz Duda, que vê a padronização das quadras com piso flutuante, e não mais as de cimento ou madeira dura, como um avanço. — Hoje, a gente passa dificuldades, mas nem se compara com o que passamos lá atrás.

Expectativa positiva

Cauê Borges vê o NBB em evolução. O seu Botafogo estreará na segunda-feira, contra o Joiville, às 20h, em General Severiano.

— O NBB vem evoluindo a cada ano que passa, claro que ainda tem muita coisa para melhorar, mas estão trabalhando muito bem para que melhore a cada temporada — disse.

Presidente da Liga Nacional de Basquete, que comanda a competição, João Fernando Rossi acredita na permanência do Vasco e afirma que a liga tem sido “implacável” para garantir salários em dia. Nesta edição, serão 14 clubes, um a menos do que no ano passado, mas com uma força a mais: o Corinthians, campeão da Liga Ouro.

— O clube de futebol traz um ativo enorme para o basquete. Não é necessariamente a organizada, mas é o torcedor, a mídia, o patrocinador. É importante como são Mogi, Bauru e Franca, tradicionais na modalidade, e os olímpicos como Minas e Pinheiros. A mistura é interessante.

Flamengo, Vasco e Botafogo, três equipes cariocas, ajudam a contar a história desta competição, que chega à sua 11ª edição.


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