Com Dorival, Lucas Paquetá ganha ofensividade no Flamengo

GLOBO ESPORTE: Falta jogar de goleiro, de zagueiro e de lateral. Fora essas posições, Lucas Paquetá já fez de tudo um pouco no Flamengo. O jeitão de centroavante apareceu novamente contra o Corinthians, com gol de cabeça - o terceiro consecutivo depois de marcar com a cuca contra o América-MG e diante do Atlético-MG - e na canhota firme para fazer o segundo gol dos 3 a 0 sobre os paulistas.

É verdade que Lucas Paquetá ganhou vaias recentes no Maracanã e deixou insatisfeita uma torcida tão acostumada a ver o prata da casa como grande destaque da equipe pelo menos desde a chegada de Reinaldo Rueda ao Flamengo. Mas, no entendimento do departamento de futebol rubro-negro, corroborado pela entrevista de Dorival Junior, a oscilação não é só "culpa" da juventude, que implica em certa autoconfiança exagerada e decisões erradas nas partidas, mas também o resultado do desgaste da soma de jogos num jogador "multiuso" do Flamengo.

Foto: Marcos Ribolli
Convocado recentemente por Tite, Paquetá é visto atentamente pelo estafe da Seleção. Impressiona sua multifunção em campo, mesmo que o treinador da seleção brasileira queira vê-lo mais próximo do gol.

Olhar o mapa de calor de Paquetá no Brasileiro é amostra deste fato. Paquetá se desdobra para cobrir os dois lados do campo, auxiliar as subidas dos laterais e pisar na área.

Em sua coluna na "Folha de S.Paulo", o ex-jogador e colunista Tostão escreveu que "Paquetá tenta ser, ao mesmo tempo, excepcional meio-campista e meia-atacante" e "não consegue".

"Os grandes meio-campistas do mundo, somente de vez em quando, entram na área para fazer gols, assim como os melhores meias-atacantes raramente voltam ao seu campo para desarmar e iniciar as jogadas ofensivas", escreveu Tostão.

"Multiuso", Paquetá preenche todo o campo com funções diversas no Flamengo
A exigência física e técnica para Paquetá é altíssima e tem influência direta no jogo do Flamengo. Além de artilheiro da equipe com nove gols, é o que mais finaliza por partida no time do Flamengo. A média é de 2.3 contra 1.4 dos meias Diego e Éverton Ribeiro.

Bem maior que a dos atacantes, que tem Uribe, com uma finalização por partida, o maior índice. Só Vitinho, que fez menos jogos e tem por característica buscar o chute a todo instante, empata com Paquetá neste quesito.

E Diego, onde entra?

Mas o camisa 11 também se destaca em cortes e desarmes, com média de 1.7 e 1.8, respectivamente. Números inferiores ao de Renê, média de 3 e 2 por partida em cortes e desarmes, respectivamente, mas superior ao volante colombiano em um dos quesitos. Em cortes, Cuéllar tem 0,9 contra o 1.7 de Paquetá. Em desarme, o estrangeiro tem mais: 2.9 por jogo.

Por onde Paquetá andou contra o Corinthians

Paquetá mais avançado pelo lado esquerdo e "pisando" mais na área ofensiva 
Antes de deixar o Flamengo, Barbieri já ensaiava a mudança de Paquetá, com Arão na função de apoio a Cuéllar. Dorival jogou duas partidas sem Diego e manteve a estrutura do time. Na coletiva de imprensa após a partida, o novo técnico disse que jamais descartaria um atleta do nível de Diego, que é referência é líder do Flamengo.

Mas recuar Paquetá novamente, na fase artilheira e decisiva, parece algo impensável. Mesmo que Dorival ainda não tenha dito isso. No que vai ajudar também o técnico Tite a pensar num lugar para o jovem e promissor volan... meia... atacant... enfim, numa vaga para Paquetá.

Convocado recentemente por Tite, Paquetá é visto atentamente pelo estafe da Seleção.


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