Vitinho, do Flamengo, completa 25 anos nesta terça-feira

COLUNA DO FLAMENGO: Apesar da recepção calorosa nos braços da torcida no Maracanã e toda boa expectativa que cercava o jogador, os primeiros jogos não foram bons. A estreia já foi em uma partida super decisiva: a semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio. O meia-atacante entrou no segundo tempo e atuou por 28 minutos, sem grandes participações. Dentro do normal para uma estreia, não se ele tivesse custado 10 milhões de euros (cerca de R$ 44 milhões), pelo menos no pensamento de boa parte da torcida.

Depois disso, mais nove partidas em que Vitinho passou em branco. O gol do “moleque” foi sair apenas contra o Internacional, justamente o último clube por qual passou no Brasil. Antes da partida, que na época colocava frente à frente os líderes do Brasileirão, promessa de não comemorar em caso de gol. No entanto, depois do feito, vibrou sim, talvez tirando toda a carga que vinha levando sobre seus ombros desde a chegada.

Vitinho e Geuvânio no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
O gol poderia ser o “empurrãozinho” para engrenar, mas não foi isso que aconteceu. Outras atuações ruins voltaram a aparecer, e junto com a queda de rendimento coletiva, fez com que Mauricio Barbieri deixasse o comando da equipe, treinador que havia o colocado no banco de reserva nos últimos jogos, antes de sair. Chegou Dorival Jr., e com ele, a confiança no futebol de Vitinho.

Titular logo na estreia do novo treinador, contra o Bahia, o camisa 14 não foi bem e parte da crítica já pediu uma nova barração do atleta. Algo que não aconteceu para o duelo contra o Corinthians, em Itaquera. Ainda bem para os flamenguistas. Vitinho foi peça fundamental e participou de dois dos três gols feitos pelo Fla na vitória por 3 a 0. Além disso, quase deixou o seu em chutes de média distância, especialidade do meia-atacante ambidestro.

— Acredito que pelo momento de adaptação que eu venho passando, talvez, não tenha rendido o que eu esperava e o que todos esperavam de mim. Mas me mantive forte e continuei trabalhando para que o mais rápido possível eu pudesse dar o retorno. Foi um jogo que eu pude contribuir muito para a equipe. Tenho que ter o pé no chão, para continuar trabalhando e seguir assim, cada dia melhor —, afirmou Vitinho após o jogo.

71 dias após sua apresentação, Vitinho parece viver seu melhor momento, pelo menos psicologicamente. Muito cobrado, o jogador ganhou elogios da torcida e da imprensa após a boa atuação em São Paulo, e permanece contando com a confiança do treinador Dorival Junior. Uma boa partida ainda é pouco para se empolgar com o meia-atacante que chegou por um “caminhão de dinheiro”, mas o “sonho de moleque” pode estar começando a ser vivido, de verdade, com um pouco de atraso.

No entanto, depois do feito, vibrou sim, talvez tirando toda a carga que vinha levando sobre seus ombros desde a chegada.


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