Fla organiza reunião dos Clubes com a CBF por força na Conmebol

GLOBO ESPORTE: Os presidentes de Flamengo e Internacional estiveram na sede da CBF, na Barra da Tijuca, na tarde desta segunda-feira em reunião sobre a Libertadores. Mais especificamente sobre as cotas da competição. Eduardo Bandeira de Mello e Marcelo Medeiros se encontraram com o presidente eleito da CBF e o secretário geral, Rogério Caboclo e Walter Feldman, para conversar sobre os valores pagos aos clubes brasileiros pela participação e as cotas de transmissão. O São Paulo também enviou representante, o diretor financeiro Elias Albarello.

A reunião foi marcada há cerca de uma semana, sem relação com os eventos de violência ocorridos na final da competição deste ano entre River Plate e Boca Juniors. Além deles também participaram os diretores de competições e conformidade da CBF, Manoel Flores e André Megale. Caboclo já tem comparecido como representante da CBF nas reuniões da Conmebol. Na Fifa, o representante segue sendo Fernando Sarney.

Eduardo Bandeira, Presidente do Flamengo - Foto: GIlvan de Souza
Para 2018, a premiação para o campeão da Libertadores é de US$ 6 milhões, e US$ 3 milhões para o vice. A Conmebol diz que aumentará os valores para 2019, primeiro ano em que a competição terá uma final em jogo único e local pré-definido - Santiago, no Chile. Mas os números ainda não foram divulgados.

O presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, citou três casos de avaliação disciplinar na Libertadores deste ano. O da punição ao Santos pela escalação de Carlos Sanchez, enquanto Boca Juniors e River Plate foram absolvidos pela escalação de jogadores em situação irregular, o caso de Dedé, expulso equivocadamente com auxílio do VAR (árbitro de vídeo) e a presença do técnico do River Plate, Marcelo Gallardo, no vestiário no intervalo do confronto com o Grêmio - o treinador estava suspenso.

- É uma preocupação, esses três exemplos, do Santos, do Dedé, e o episódio envolvendo o Marcelo Gallardo, a CBF acompanhou cada um deles. O presidente do Flamengo que tomou essa iniciativa de marcar essa reunião convidando os clubes brasileiros que vão estar na Libertadores já demonstra, pelo menos no início da temporada, que queremos de uma forma conjunta defender o futebol brasileiro na Conmebol. Tem de começar agora para não ficar dentro de um casuísmo quando se sentir prejudicado - disse Medeiros.

Ele afirmou que outras reuniões serão marcadas até a reunião técnica da Libertadores em Luque, no Paraguai, no dia 17 de dezembro, quando haverá o sorteio dos grupos da competição em 2019.

- Há estudos sendo feitos, a CBF também está estudando essa maneira de melhorar a divisão do televisionamento e do patrocínio também. Fizemos algumas sugestões e vamos avançar nos próximos encontros que faremos até o dia 17 de dezembro quando há o encontro definitivo.

Já o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmou que o mercado brasileiro representa 53% do valor total do mercado sul-americano de direitos de transmissão, com base nos valores de contrato assinados para 2019.

- Vamos apresentar dados objetivos do mercado brasileiro e sul-americano. Postular algo semelhante ao que acontece na Uefa, por exemplo.

Sobre a perda de força dos clubes brasileiros na Conmebol, Bandeira de Mello pediu união. Disse ser a única saída para reverter o quadro atual.

- Isso só terá solução se os clubes brasileiros se unirem. A CBF naturalmente ficará do lado dos seus filiados. Vamos encontrar uma solução boa para todos.

O secretário geral da CBF, Walter Feldman, concordou com o pleito dos clubes e reafirmou que o mercado brasileiro de venda de direitos de transmissão representa mais de 50% do mercado sul-americano. Ele afirmou que o pleito será feito na Conmebol com base em dados técnicos.

- Apenas tratamos de uma pauta que já vem sendo tratada pela CBF junto à Conmebol. O papel que os clubes brasileiros têm do ponto de vista de valorização da Libertadores. O mercado brasileiro tem um potencial, uma qualidade que deve ser considerada quando da divisão dessas cotas. A reunião tratou da Libertadores de 2019.

Feldman afirmou que a CBF tem trabalhado para intensificar a relação com a Conmebol e, dessa forma, também reforçar a representatividade dos clubes brasileiros na entidade.

- Isso já vem acontecendo, a relação entre o Rogério Caboclo e o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, tem sido a melhor possível. Temos oportunidade de abrir o espaço para que todas as questões sejam tratadas de maneira plena, sem nenhum constrangimento. Agora temos o Manoel Flores como dirigente da área de competições da Conmebol.

A violência na final da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors foi tratada de maneira informal na reunião, mas também está no radar da CBF.

- Temos trabalhado junto à Conmebol em todos os aspectos que atingem o futebol brasileiro. Violência, alteração da qualidade do espetáculo, nos atinge como um todo. Mas a Conmebol tem sido muito sensata e tem a qualidade necessária para enfrentar momentos como esse.

Bandeira de Mello lembrou os casos recentes de violência no Brasil, incluindo a morte de um torcedor relacionada ao último clássico entre Flamengo e Botafogo:

- É uma vergonha continental. É impensável, uma falta de respeito até com o torcedor. Vândalo não tem CNPJ, tem CPF. Tem de punir as pessoas responsáveis. O Brasil já poderia ter endereçado essa questão e punir os responsáveis.

O presidente do Flamengo que tomou essa iniciativa de marcar z reunião convidando os clubes brasileiros que vão estar na Libertadores.

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