Marlos Moreno fala sobre adaptação, cobrança e gol pelo Flamengo

COLUNA DO FLAMENGO: Por: Carla Araújo e Venê Casagrande

Emprestado pelo Manchester City, o atacante Marlos Moreno foi o autor do gol que deu ao Flamengo o empate com o Palmeiras, em duelo direto pela liderança, saindo de um jejum de mais de dois anos sem balançar as redes. Após o feito, o colombiano concedeu entrevista exclusiva ao Coluna do Flamengo e abordou justamente o fim da seca, além de vários outros assuntos relacionados ao Rubro-Negro.

Conhecido pela timidez, Marlos também é brincalhão: antes da entrevista, pegou o microfone da reportagem e disse que iria fazer as perguntas. Em um papo animado e longo no CT do clube, Ninho do Urubu, o atacante falou sobre diversos aspectos de sua chegada ao Rio de Janeiro, como a própria cidade, adaptação, torcida do Flamengo, entre outros tópicos. Confira abaixo a entrevista completa com Marlos Moreno.

Marlos Moreno comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Tempo sem gols

Dois anos e sete meses não foram, foram dois anos consecutivos. Foi um período muito difícil para mim. Em alguns dos clubes que eu estava, eu não estava atuando, sempre estava fora dos relacionados ou no banco. Realmente, foi um gol que fiz com muita emoção e espero que seja o primeiro de muitos.

Momento do gol

Foi um momento muito bonito, muito especial. Como se eu estivesse, como posso dizer, debutando. Como meu primeiro gol. É uma alegria muito grande. Como eu disse em outra entrevista, seria mais bonito se fosse o gol da vitória.

Cobrança da torcida

Falando sobre a cobrança, é normal. É um clube grande, é um clube que sempre precisa ganhar, estar competindo em alto nível, e é normal.

Adaptação

Não, não foi tão difícil. Tenho companheiros aqui que me apoiaram muito, como Berrío, Cuéllar e Trauco, que falam, obviamente, espanhol. Me ajudaram muito, me enturmaram muito bem ao grupo, entre outros que não falam espanhol, mas também me ajudaram a ter essa adaptação.

Torcida do Fla

Me parece um pouco parecida com a do Atlético Nacional. Mas, obviamente, o Flamengo se multiplica em quantidade. Mas, na hora de vir a cantar músicas, acredito que é um pouco similar. Só que em quantidade, o Flamengo não se compara a nenhuma.

Vontade de continuar no clube

Na verdade, sim. Estou muito feliz aqui, como te disse. À medida que vai passando o tempo, vou me sentindo melhor. Obviamente, com este gol, tem-se um pouco mais de confiança. Ir para um outro clube seria algo como começar de novo. Aqui já me conhecem e eu já conheço meus companheiros. É algo bonito e obviamente gostaria de ficar aqui.

O que mais faria falta

O grupo, a cidade, a torcida, obviamente também, que sempre está presente no Maracanã. Mas, principalmente, o grupo, que é um grupo de muita alegria. Meus companheiros, que, como te disse, Deus me agraciou com eles, porque me acolheram muito bem. Acredito que a cidade também é acolhedora. E eu acabo me sentindo em casa.

Rio de Janeiro

Eu digo que não conheci muitas coisas. É algo parecido com a minha cidade, porque aqui, digamos que tem a festa, a loucura, se me entende, a alegria. São muito iguais, parecidas mesmo. Como te disse, é acolhedora.

Relação com o grupo

Eu sou muito tímido, na verdade, sou um homem que gosta de estar sorrindo, mas, para chegar, por exemplo, a alguém que eu, obviamente, não conheço bem, não vou chegar assim. Trato mais com as pessoas que tenho mais confiança, né? Me expresso mais com essas pessoas. Mas, na medida que vai passando o tempo, e vou ganhando confiança, vou, digamos, conversando mais com meus companheiros. E isso é algo, obviamente, fundamental.

Português foi difícil de aprender?

Foi. Na verdade, a princípio, sim. Falei com Berrío, ele foi um dos que me ajudou com o português. É um pouco complicado, principalmente quando falam muito rápido. Aí, não vou entender nada. Mas, quando falam devagar, eu vou entender um pouco. Na medida em que vai passando o tempo, vou entendendo muitas coisas. Mas, sei me expressar com algumas palavras, não com todas. Por isso que é difícil me expressar, falar e pronunciar algumas coisas.

Palavras difíceis

Tem várias também. Por exemplo, eu na Colômbia digo “jugo de naranja”. No Brasil, como se pronuncia? Não sei pronunciar essa palavra (laranja), como outras também que me dificulta.

Ser pai (Nicolás vai nascer em breve)

Na verdade, não vai demorar muito, porque agora mesmo já completou os nove meses. Obviamente, estou muito ansioso para que nasça, quero vê-lo. E digamos que é uma motivação poder carregá-lo, poder estar com ele, poder compartilhar. Eu quero aprender coisas com ele e ensinar a ele meus valores, as coisas que aprendi. Vai ser uma experiência muito bonita pra mim.

Será que ele vai jogar futebol?

Eu acredito que sim. Mas, independentemente do que ele queira ser, eu vou apoiá-lo.

Visual do torcedor que homenageou Marlos no corte de cabelo

Não, é algo bonito. Eu digo que se fosse na Colômbia, diria que está louco, né? Mas, é uma alegria, independentemente disso, ele cumpriu a sua promessa, é algo bonito. Eu aqui na frente, me comprometeria que se eu o visse no estádio, daria a ele de presente uma camisa minha. Sem dúvidas.

O atacante falou sobre diversos aspectos de sua chegada ao Rio de Janeiro, como a própria cidade, adaptação e torcida do Flamengo.

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