Ex-Preparador de goleiros do Flamengo avalia temporada de César

ESPORTE 24 HORAS: Jorge Abel Costa

A escola de goleiros do Flamengo tem mostrado ser uma grande fortaleza. Atualmente, na posição o clube conta com muitos pratas da casa. Por exemplo, César, Thiago, Gabriel Batista e Hugo. Mas toda essa qualidade na formação é fruto dos profissionais que lá estão ou que passaram por lá. Como no caso de Wagner Miranda. Treinador de goleiros do Fla de 2005 a 2016, o profissional revela, ao Esporte 24 Horas, bastidores de sua passagem pelo o clube e faz uma análise dos jovens arqueiros rubro-negros. O preparador, aliás, conta uma história bem interessante da chegada de César à Gávea. Além disso, garante não se surpreender com o atual sucesso do atleta.

“Não fico surpreso com o sucesso dele. Até porque eu briguei para o Flamengo trazê-lo do Sendas. Acompanhei alguns jogos dele no Torneio OPG e vi a possibilidade do César de tornar um grande goleiro. Aliás, estava certo. Logo na sua estreia, contra o Cruzeiro, ele fez uma partida espetacular. Mas depois oscilou em alguns momentos, o que é normal no processo de formação. Atualmente, mais maduro e rodado, está se tornando um grande nome do clube. No entanto, o melhor de tudo é saber que ele é fruto do próprio clube”, declara Wagner Miranda.

Foto: Gilvan de Souza
Assim como César, Thiago, Gabriel Batista e Hugo também são frutos da base rubro-negra. O último, no entanto, não teve muito contato com Wagner Miranda ao longo de sua trajetória. Por outro lado, os dois primeiros tiveram a oportunidade de trabalhar com o preparador. Durante a entrevista, o ex-rubro-negro compartilha sua visão sobre as promessas no gol do Flamengo.

“O Thiago eu já tinha sido promovido aos profissionais antes da minha saída. Posso dizer, com propriedade, que se trata de um grande goleiro. Além da qualidade técnica, tem muita personalidade e isso tem muita influência na carreira de um goleiro. O Gabriel, por sua vez, eu não tive muito convívio. Mas sempre escolhi ele para dar suporte aos profissionais nos treinos. Ao vê-lo jogando, fiquei impressionado. Principalmente, pela sua segurança e qualidade dos jogos”, analisa Wagner Miranda.

Passagem pelo Flamengo
Além dos jovens goleiros, Wagner Miranda trabalhou com outros grandes nomes no clube. Por exemplo, Marcelo Lomba, eleito melhor goleiro do Brasileirão 2018. Por isso, o período no Flamengo é relembrado com muito orgulho. De acordo com o preparador, sua saída do Fla só se deu pela oportunidade “irrecusável” de realizar seu trabalho fora do Brasil.

“Foi uma experiência ímpar. Fiquei onze anos no Flamengo, só sai quando recebi a proposta de ir para a China. Trabalhei sete anos na base e tive a felicidade de formar grandes goleiros. Isso foi muito marcante para mim. Hoje ver esses “meninos”, brilhando no cenário nacional me orgulha demais. Marcelo Lomba, Paulo Victor, César… Quanto a minha saída, foi uma proposta do futebol chinês que não teve como recusar. Era um sonho meu, levar minha metodologia de trabalho para o exterior”, revela Wagner Miranda.

Experiência na China

E levou… Wagner Miranda chegou à China no início de 2016 e ficou tempo o bastante para deixar seu legado no país. Integrando a comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo, no Tianjin Quanjian, o preparador conseguiu alterar a realidade dos goleiros presentes no clube. Tanto que ao fim do campeonato, Zan Lu ganhou o prêmio de melhor da posição e dedicou ao profissional. Aliás, na oportunidade, o atleta afirmou que Wagner Miranda é dono do “melhor treinamento que ele pôde ter na carreira”. Na conversa com E24, o brasileira conta como foi sua experiência no território chinês.

“Foi uma grande experiência. Logo nos primeiros dias de treino, vi que teria trabalho. O nível técnico dos goleiros chineses é muito baixo. Porém, conseguir realizar um grande trabalho. Tivemos um bom de preparação, o que ajudou bastante na melhora do nível técnico, tático e físico dos jogadores. Mas tive que ser didático e realizar treinos específicos. No fim, deu tudo certo. Aliás, o nosso goleiro,  Zan Lu, ganhou o prêmio de melhor goleiro da liga”, conta o preparador.

Wagner Miranda, hoje

Os feitos alcançados no outro lado do mundo refletiram no Brasil. Assim que chegou à Chapecoense, Wagner Mirando continuou acumulando bom trabalho. Tanto que Jandrei ganhou muito destaque no primeiro semestre. No entanto, com a queda de rendimento da equipe ao longo do ano, o preparador perdeu seu emprego junto com toda comissão técnica.

“Na Chapecoense, fizemos um grande primeiro semestre. O Jandrei ficou 11 jogos sem sofrer gols. Por isso, iniciamos o Brasileirão em alto nível. O nosso goleiro foi determinante em várias conquistas que obtivemos ao longo da temporada. Mas, após um empate o Sport, na Ilha do Retiro, a diretoria decidiu demitir toda a comissão técnica. Aliás, o motivo foi de que empatamos muito. Eu até iria ficar. Porém, o novo treinador chegou com o seu preparador de goleiro e tive que sair. Essa realidade é normal no futebol brasileiro”, lamenta Wagner Miranda.

Desde que saiu da Chape, o preparador de goleiros ainda não encontrou outra oportunidade. Mas, diante de todo seu currículo, o período de descanso está perto do fim. De acordo com Wagner Mirando, algumas sondagens já vem acontecendo. Portanto, a expectativa para o retorno o quanto antes.

“A partir de agora, o mercado começa a se aquecer. Algumas conversas já aconteceram, mas nada oficial ainda”, conclui o preparador.

Wagner Miranda chegou à China no início de 2016 e ficou tempo o bastante para deixar seu legado no país.

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