Nova estrutura do CT do Flamengo custará R$ 1,6 milhão por mês

O GLOBO: Sob olhares de empolgados sócios envolvidos na política do clube, e diante de despercebidos jovens da base que ainda utilizam instalações precárias de décadas, o Flamengo inaugurou na última sexta-feira o que chamou de melhor Centro de Treinamento do hemisfério sul do planeta. Com um investimento total de R$ 23 milhões e custo mensal maior do que qualquer atleta do plantel, R$ 1,6 milhão, gasto em manutenção, a nova estrutura do Ninho do Urubu impressiona.

A cerimônia contou com palanque político para o candidato da situação, Ricardo Lomba, enquanto na plateia estava o principal opositor, Rodolfo Landim. Mas a uma semana da eleição para presidente, o grande homenageado foi o vice de patrimônio Alexandre Wrobel, que dará nome aos módulos inaugurados em 2016 e que agora servirão à base. O novo módulo passa a se chamar George Helal, nome do próprio CT, em referência ao ex-presidente que comprou o terreno em Vargem Grande e que até 2010 sequer era utilizado pelo time principal do clube. Antes do técnico Vanderlei Luxemburgo decretar a utilização prioritária do Ninho, no vasto terreno havia uma pequena casa, com muita infiltração, em que meninos da base dormiam e se alimentavam, e apenas um campo.

CT do Flamengo reformado para 2019 - Foto: Gilvan de Souza
Depois da ex-presidente Patricia Amorim, que também subiu ao palco, priorizar o uso do CT com instalações provisórias, em 2016, a atual diretoria, do presidente Eduardo Bandeira de Mello, tirou do papel um projeto grandioso, que tinha como principal fonte de investimento os recursos obtidos com a venda do prédio do Morro da Viúva, no bairro do Flamengo. Ainda restam cerca de R$ 150 milhões deste patrimônio que o clube projeta investir na construção de um estádio próprio nos próximos três anos. O terreno na Barra da Tijuca está em análise e há um projeto em execução para a área, com inspiração no estádio do Atlético-PR e em alguns estrangeiros. Antes do próximo sonho sair, o clube apresentou o seu novo mimo, que passará a ser utilizado pelo time principal depois da disputa da Florida Cup, na pré-temporada de 2019, já com um novo presidente.

- Me lembro da primeira vez que estive aqui e era basicamente um barracão. Não condizia com a grandeza do Flamengo - lembra Wrobel, que reforçou o legado como do Flamengo, não de uma gestão.

A área total, que terá um gerente de hotelaria responsável, é de 5.000m² em dois pavimentos, com um acesso independente para os jogadores e comissão técnica, e outro para os profissionais da imprensa que acompanham o dia a dia do clube. São 42 suítes, sendo 36 individuais e seis duplas. O espaço ainda conta com salas de preparação física e 14 banheiras de hidroterapia, piscina, nutrição, fisiologia, departamento médico, varandas de observação, dois auditórios com capacidade para 50 pessoas cada, praça de convívio, refeitório para 70 pessoas, vestiário e rouparia. Para recepcionar quem chegar ao local, uma estátua do Zico e um busto do Maestro Júnior em um grande espelho d'água, além de toda parte visual completamente personalizada de vermelho e preto.

- Espero que os jogadores que pisarem aqui lembrem que isso foi construído com muito suor e lágrimas. E que honrem a camisa do Flamengo. O terreno foi comprado com o dinheiro da minha venda para o Torino, então estou confortável em dizer que também contribui  - afirmou o Maestro.

Durante a visita, Junior reforçou que a estrutura não deixa a desejar em relação ao CT do Milan. O clube é o destino de Lucas Paquetá, que visitou o local com o restante do elenco na última semana e lamentou não poder utilizar a nova casa em conversas com a diretoria.

Atém dos espaços internos com o que há de melhor no mercado de performance, levantado pelo chefe do departamento médico, Marcio Tannure, em visita a CTs de grandes clubes do mundo ano passado, o novo módulo terá captação de energia solar. Painéis serão instalados no teto e vão alimentar boa parte da estrutura. Para a implementação da obra, o Flamengo também fez a compensação ambiental, com o replantio de árvores por todo o terreno, uma vez que outras serão retiradas. A casinha em que a base ficava até hoje será demolida e vai virar estacionamento. Os sete campos, ainda em fase de nivelamento, serão usados a partir de janeiro.

Com um investimento total de R$ 23 milhões e custo mensal maior do que qualquer atleta do plantel, R$ 1,6 milhão, gasto em manutenção.

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