Com atraso, Flamengo mostrou ser bem superior ao Corinthians

ESPN FC: Por João Luis Jr

Uma vitória inquestionável do Flamengo, na casa do adversário, com Paquetá decisivo, Vitinho fazendo sua melhor partida desde que chegou ao clube e um gol que nasceu de uma jogada entre Renê e Rodinei onde não apenas os dois foram inteligentes como também eficientes. Sim, eu sei, lendo assim e lembrando do que foram os últimos jogos desse time, isso parece um sonho, uma alucinação, talvez até mesmo uma fanfic que um torcedor rubro-negro inconformado com a realidade escreveu antes de dormir, mas não, foi exatamente isso que vivemos na noite dessa sexta-feira.

E claro que ter sido contra o Corinthians dá ao mesmo tempo uma leve sensação de revanche e um grande sentimento de frustração. Afinal, assim como a pessoa que pensa numa boa resposta 3 dias depois que a discussão já acabou, o Flamengo mostrou ontem que dava sim pra vencer o time paulista fora de casa, que dava sim pra chegar na final da Copa do Brasil, só esqueceu de se planejar direito e acabou demonstrando isso com mais de uma semana de atraso.

Lucas Paquetá comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Alexandre Schneider/Getty Image
Obviamente a atuação não foi perfeita, com um primeiro tempo onde o Flamengo repetiu os erros das últimas partidas, com muito toque de bola mas pouca eficiência, extrema dificuldade na criação de chances reais de gol e uma entregada bisonha de William Arão, o jogador que ou está pilhado na partida ou apenas esquece que está dentro de um campo de futebol, sem absolutamente nenhum meio termo. Até mesmo Paquetá durante os 45 minutos iniciais parecia um bonequinho do jogo FIFA controlado por um pré-adolescente que só tinha acesso ao botão de drible, em vários momentos complicando a equipe e se mostrando incapaz de dar continuidade nas jogadas.

Mas o segundo tempo não apenas mostrou um Flamengo mais eficiente - como é boa a sensação de ver um gol saindo em bagunça na bola alta e não sermos nós que estamos tomando - como mais disposto e corajoso. Sabe o vício rubro-negro de fazer o gol e recuar imediatamente até tomar um empate? Não aconteceu. Sabe a postura de chamar o adversário pro nosso campo pra sair no contra-ataque mas esquecer a parte de contra-atacar? Ontem não teve nada disso. O que teve foi um Paquetá sendo um melhor camisa 9 do que todos os nossos camisas 9, um Vitinho mostrando que talvez aqueles milhões não tenham sido jogados no lixo, um Flamengo tentando convencer a gente que os boatos foram exagerados e 2018 é um ano que ainda não morreu.

É cedo pra se empolgar? Com certeza é. Uma boa vitória não apaga todas as partidas horríveis que esse time fez no período pós-copa e que nos custaram eliminações vergonhosas em duas competições. Mas se o Flamengo atuar até o fim do ano com o nível de eficiência e inteligência que atuou nessa sexta-feira nós voltamos a brigar de verdade pelo título brasileiro? Isso é complicado negar. Agora é esperar que na próxima semana, diante do Fluminense, esse time nos convença mais uma vez que finalmente decidiu acordar.

Um Flamengo tentando convencer a gente que os boatos foram exagerados e 2018 é um ano que ainda não morreu.

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