Carruagem do Flamengo virou abóbora

RENATO MAURÍCIO PRADO: Virou abóbora a carruagem de Dorival Júnior no Flamengo. As doze badaladas, que já tinham começado a soar nos empates contra o Palmeiras e o São Paulo, acabaram com o que ainda restava de magia do rubro-negro, no clássico carioca contra o Botafogo que, apesar das conhecidas limitações técnicas, jogou como se disputasse uma final de Copa do Mundo, conquistando uma vitória justa e merecida – resultado que praticamente o livra do fantasma do rebaixamento. Ao Flamengo resta lutar para garantir a vaga direta na Libertadores. Que começa a ficar ameaçada.

Observações a respeito do jogo.

A falha grosseira de César no segundo gol do Botafogo (na linguagem popular das arquibancadas, um frangaço) evidenciou a estupidez da crise criada com Diego Alves, que até as traves do Ninho Urubu sabem ser mil vezes mais goleiro que o atual titular. Dorival foi demagogo ao decidir manter César, quando Diego foi liberado pelos médicos e, a partir daí, extremamente inábil em todo o processo. E o comando do futebol rubro-negro vai fazendo uma besteira atrás da outra. Sempre com assustadora arrogância.

Foto: Gilvan de Souza
Entre essas incríveis bobagens destaca-se a absurda venda de Lucas Paquetá para o Milan, por valor consideravelmente inferior ao da multa rescisória e ainda em suaves prestações. Ele era o melhor jogador do time. Depois do anúncio da negociação, em plena reta final do Brasileiro, foi sumindo, sumindo e… sumiu! No primeiro tempo do jogo de ontem só foi visto ao dar um pontapé desleal num adversário, fora de campo. Poderia ter recebido o cartão vermelho. Levou o amarelo e está fora da próxima rodada.

Réver não dá mais. No lance do primeiro gol, marcado por Erik, saiu na frente e chegou bem atrás. Não tem mais pique. Acabou. A zaga rubro-negra, aliás, é toda fraca. Os laterais, então, nem se fala.

No Botafogo, a chegada de Erik garantiu um mínimo de objetividade ao ataque. É bom jogador. O melhor atacante do time. O forte do Glorioso, porém, está mesmo na determinação que o time passou a demonstrar nas últimas rodadas, quando se viu seriamente ameaçado de rebaixamento. Espírito de luta e entrega não têm faltado.

Bem armado por Zé Ricardo, o Botafogo conseguiu anular as principais jogadas do Flamengo, não se importando com a maior posse de bola do rival, que pouco criou. A ponto de Gatito Fernandes se tornar em um espectador privilegiado. Sofreu um gol e levou uma bola na trave, mas não precisou praticar nenhuma grande defesa.

Com 41 pontos, o alvinegro precisa apenas de mais quatro, nas cinco rodadas restantes. Está praticamente salvo. E, graças ao carioquinha, deverá terminar o ano como o único time do Rio com um caneco conquistado. A menos que o Fluminense ainda consiga reverter sua situação de desvantagem momentânea contra o Atlético Paranaense, na Sul-Americana.

Até quando?

Os jogos entre Flamengo e Botafogo estão se tornando uma guerra de gangues. Não faz muito tempo, morreu um alvinegro, esfaqueado, e ontem foi a vez de um rubro-negro, baleado. Não é possível que a polícia não consiga identificar esses bandos de marginais, que não estão nem aí para o futebol. Só querem um pretexto para extravasar a própria boçalidade.

Ao Flamengo resta lutar para garantir a vaga direta na Libertadores. Que começa a ficar ameaçada.

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