Eleição Rubro-Negra

RENATO MAURÍCIO PRADO: Com as eleições no Flamengo cada vez mais próximas (serão no dia 8 de dezembro), aumenta, nas redes sociais, a temperatura das discussões entre os rubro-negros. Há uma unanimidade favorável aos dois mandatos de Eduardo Bandeira de Mello quando o assunto é a gestão financeira. Mas quando se fala no futebol o bicho pega. E, como todos os torcedores da “nação” bem sabem, nada é mais importante no clube Mais Querido do Brasil do que bola na rede e taça na galeria de troféus.

Os que defendem a atual administração e pregam sua continuidade, apoiando a candidatura de Ricardo Lomba, lembram que nos anos que antecederam à vitória da chapa azul, o rubro-negro esteve várias vezes brigando contra o rebaixamento e agora, embora as conquistas tenham sido bem escassas, nunca mais rondou o Z-4, chegando a lutar pelo título em algumas ocasiões e frequentando a Libertadores com mais assiduidade. É uma meia verdade.

Foto: Divulgação
Nos três primeiros anos de Bandeira, o Fla amargou um décimo-sexto lugar (2013), um décimo (2014) e um décimo-segundo (2015) no Brasileiro. Somente a partir do segundo mandato houve uma evolução, com a terceira colocação, em 2016, e a sexta, em 2017. Este ano, ainda briga pelo título, embora as chances tenham ficado bem mais remotas após o empate com o Palmeiras, no Maracanã.

O maior problema, entretanto, está na relação custo-benefício do futebol rubro-negro. Desde que as finanças foram colocadas em dia e o clube passou a ser dos mais ricos e bem-sucedidos (em termos de arrecadação) no país, verdadeiras fortunas foram gastas, com resultados pífios – dois carioquinhas e uma Copa do Brasil, contra inúmeros fiascos, principalmente na Libertadores, o grande sonho do presidente que diz ter como meta e parâmetro o bilionário Real Madrid.

Reportagem de Igor Siqueira, no Globo de quinta-feira passada, revela que o Flamengo gastou este ano, com contratações e renovações, R$ 104,6 milhões. É muito dinheiro para não ganhar, ao menos até agora, nenhum caneco. Nem mesmo o do carioquinha, o tradicional Me Engana que Eu Gosto! E, desta vez, nem sequer pode dizer que chegou à final de algum outro torneio. Ficou pelo meio do caminho em todas as competições que disputou: estadual, Copa do Brasil e Libertadores. A menos que aconteça a, a esta altura improvável, conquista do Brasileiro, o último ano de Bandeira de Mello será um fiasco monumental.

Por causa disso, as pesquisas entre os sócios apontam o favoritismo da chapa de Rodolfo Landim, com boa margem sobre a de Lomba. É praticamente um consenso entre os rubro-negros (aí incluídos os torcedores) que a atual diretoria é muito fraca em termos de conhecimento e gestão do futebol.

Quando um número considerável de técnicos (dos mais variados estilos) e jogadores passa pelo clube sem sucesso, é natural que se chegue à conclusão de que o erro maior não pode estar neles, mas em quem os contratou e dirigiu.

O interminável (e inacreditável) problema com o goleiro Diego Alves é apenas a ponta do iceberg. Se Ricardo Lomba e Carlos Noval são incapazes de gerenciar uma crise boba como essa (provocada, acima de tudo, por falta de diálogo, como ressaltou o capitão Réver, em entrevista, ontem, no Ninho do Urubu), como podem querer que alguém aposte neles para continuar à frente do clube?

O Flamengo gastou este ano, com contratações e renovações, R$ 104,6 milhões.

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