Flamengo perde novo clássico em clima de fim de festa

GLOBO ESPORTE: Se a análise fosse feita antes do jogo, não seria exagero apontar o Flamengo como favorito. Seja pela diferença técnica em relação ao Botafogo, ou pela discrepância de investimento e de aspirações. Mas o Rubro-Negro já provou ao longo da temporada que nada disso entra em campo. O que se viu na derrota por 2 a 1 no Nilton Santos foi uma equipe previsível diante de um oponente que soube jogar muito bem em cima dos seus pontos fracos.

Matematicamente, a chance do título brasileiro ainda existe. Mas é inegável o clima de ''fim de festa'' no Flamengo após o revés. Embora o discurso após o jogo tenha sido justamente o contrário, em campo, em determinados momentos, a equipe pareceu ter jogar a toalha.

Foto: André Durão
A tal posse de bola que...não serve de nada

Chega a ser repetitivo falar da falta de poder de decisão do time. O Flamengo teve 72% de posse de bola na primeira metade do jogo. Justamente quando atuou de forma mais previsível e sofreu dois gols. O time de Dorival Junior cercava, girava... E só.

Teve pela frente um time armado por um Zé Ricardo, que conhece bem as características de infiltração de boa parte deste Flamengo - comandou o Rubro-Negro por mais de um ano, entre 2016 e 2017. Preparou uma marcação compacta, que defendia desde o campo adversário. Deixou o Flamengo sem espaços para, de fato, se impor.

Números

Posse de bola 69% (chegou a ter 72% durante o jogo)
Flamengo ficou com a bola por 31 minutos. Botafogo por apenas 13 minutos
Chances reais de gol: 3 do Flamengo; 8 do Botafogo
Passes errados: 42 do Flamengo
Bolas levantadas: Flamengo 21 x 12 Botafogo
Duas falhas, dois gols e um resultado justo no primeiro tempo

Em menos de meia hora de jogo, o cenário já era delicado. Com essa mesma marcação compacta e jogando melhor, o Botafogo abriu dois gols contando com falhas do Flamengo. Como bem disse Réver após o jogo, não é justo crucificar um ou outro pelas derrotas. O coletivo também falhou nos 90 minutos. Erros que foram cruciais em uma noite para esquecer.

Afinal, o primeiro gol nasceu de uma jogada de lateral. Leo Valencia recebeu e deu bom passe em profundidade para Erik. O atacante aproveitou um buraco na zaga do Flamengo, ganhou fácil na corrida com Réver e invadiu a área. César demorou, preferiu esperar para a saída e nada conseguiu fazer para evitar o gol.

Pouco depois, o segundo gol. E mais uma falha individual. Valencia cobrou falta direta, quase da linha de fundo. César tomou a decisão errada, saiu mal da meta. Era o balde de água fria.

Dorival muda time antes do intervalo; mas melhora é pequena

O time parecia desfocado. Não era só espaço, faltava pegada. Quando tentava se impor de forma mais dura, cometida faltas desnecessárias. Da beira do campo, Dorival viu a necessidade de mudança. Aos 34 minutos, fez alteração tática e colocou Diego na vaga de Cuéllar - que já tinha cartão amarelo.

A melhora, no entanto, não foi o bastante. Quase não era notada. Reserva nos últimos seis jogos, o camisa 10 não melhorou a dinâmica do time e nem ajudou com jogadas trabalhadas ou passes mais precisos. O centroavante Fernando Uribe praticamente não foi acionado no Nilton Santos.

Vitinho cria as chances pela esquerda, dá esperança, mas time não é incisivo

A esquerda do Flamengo era novamente o lado bom. Vitinho, sob vaias da torcida do ex-clube, aparecia bem no ataque e foi um dos poucos que conseguiu espaço. Parecia mordido, com mais vontade do que os companheiros. Foi ''premiado'' no começo do segundo tempo. Em uma jogada de Pará pela direita, um cruzamento preciso em sua cabeça colocou o Rubro-Negro no jogo.

O camisa 14 ainda acertou a trave em lance quase seguido. Parecia que havia chance de reação. Mas só parecia. O Flamengo não mostrou organização necessária para se impor na etapa final. Viu o Botafogo se recolocar bem na defesa, segurar o jogo diante do resultado e até ter as melhores chances.

Não é exagero afirmar que o Alvinegro esteve muito mais perto do terceiro gol do que o Rubro-Negro do empate. Apático e sem inspiração, o Flamengo tombou no clássico e caminha para ter o mesmo destino no campeonato e na temporada.

O que se viu foi uma equipe previsível diante de um oponente que soube jogar muito bem em cima dos seus pontos fracos.

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