Réveillon?

FALANDO DE FLAMENGO: Por Sorín

É.. Se em mata-mata a glória e a derrota caminham juntas até o momento em que inevitavelmente se separam, em pontos corridos o triunfo e a decepção são servidos em torturantes doses homeopáticas.

Pela segunda rodada em sequência o Flamengo invicto de Dorival fica no empate. Faltando seis jogos, com seis pontos de distância para o Palmeiras, nossa vaquinha começa a tomar oficialmente o rumo do brejo. A gente só não bate o martelo de vez e vai preparar a lista de Natal e os planos para 2019 por dois motivos.

Fernando Uribe e Vitinho no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Um é que nem adianta dar faniquito e dizer que não, domingo próximo, cinco da tarde, a gente vai estar de “zóião” e pensando coisas do tipo “Ih… Sei não hein… Esse joguinho aí dos porquinhos contra o Galo… No Independência… Vai que…”. O outro é que, infelizmente, antes de pensar na próxima temporada, temos que ficar de olho no retrovisor com o povo que vai chegando e querendo ocupar um lugar ao sol no G4.

Flamengo jogou melhor. Mais posse de bola, muito mais finalizações e chances reais. De qualquer forma isso não soma três pontos. O certo é que “aquela bola do Vitinho contra o São Paulo” acaba de se juntar ao “aquela bola do Paquetá contra o Palmeiras”, como uma das fontes de nossos lamentos do ano. Sendo que  na verdade nossos pecados mortais foram bem outros e todos nós sabemos.

Não é nada, não é nada (e não é nada mesmo), são curiosos tempos esses em que visitamos o São Paulo no Morumbi e vemos os paulistas entrando em campo com 35 zagueiros e 17 volantes pra nos encarar. Tempos atrás, e nem tão distantes, jogos fora eram quase certeza de derrota.

Bom também ver que o time não nutellou em nenhum dos momentos em que esteve atrás no placar. Com o requinte de dar a resposta ao primeiro gol logo no lance seguinte.

Agora… A gente anda com uns probleminhas no trato com a criançada,  não é mesmo? Na Copa do Brasil teve aquele moleque do Corinthians saindo do banco pra nos eliminar no primeiro toque na bola. Dessa vez foi o menino Helinho, fazendo sua estreia pelo tricolor, marcando logo na primeira tentativa.

O técnico e os jogadores já falaram e vão bater na tecla do “ainda dá” ao longo da semana de forma compreensível e protocolar. Os dirigentes, se tiverem tempo entre uma ação eleitoreira e outra, também.  Pelos motivos já expostos lá em riba nos cabe continuar torcendo. Mas cá entre nós, não será pecado mortal nenhum, muito menos traição à pátria, pensar no Clássico contra o Botafogo na próxima rodada, e também na lista pro Papai Noel e no réveillon.

Bora torcer de forma amena.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. MAIS FUTEBOL, MENOS FANIQUITO. Paquetá parece ansioso pra começar logo sua carreira na Europa. Dando ataque a torto e a direito por pouca coisa. Sem paciência pra esse treco de futebol tupiniquim.

. RACHA CABEÇA. Membros de organizadas protagonizaram Cenas Lamentáveis no intervalo de jogo no Morumbi. Nenhuma surpresa nisso. Uma pena ter sobrado bordoada para o Miojo, figuraça pacífica e costumaz nos jogos do Fla Basquete.

. BOM E RUIM. Essa subida de produção do Uribe na reta final, tá com mó cara de decretarem que não precisa pensar em outro camisa nove pro ano que vem. Vamos observar.

Pela segunda rodada em sequência o Flamengo invicto de Dorival fica no empate.

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