Em 2018, Flamengo teve nova queda no número de lesões

GLOBO ESPORTE: Não foi por conta das baixas médicas que o Flamengo deixou de ganhar títulos em 2018. Em termos quantitativos, a equipe rubro-negra foi a segunda da Série A com menos incidências, totalizando 25 jogadores em 67 jogos oficiais, que ficaram impossibilitados de entrar em campo em pelo menos uma partida por recomendação do departamento médico. Caiu o número de jogos e também de contusões de atletas em relação ao ano passado.

Em 2017, o Fla entrou em campo 83 vezes e teve 42 problemas médicos registrados. Para o levantamento do GloboEsporte.com, foram levados em conta todas as ausências por questões clínicas. Em média, a queda foi de 0,5 por jogo para 0,37. Responsável pelo DM rubro-negro, Dr. Márcio Tannure comemorou os números positivos.

- A gente recebe essa notícia com satisfação e alegria. É poder ver o nosso trabalho bem executado, bem realizado, dá esse resultado para o clube, que, na verdade, esse que é o nosso intuito, nosso trabalho, nossa obrigação. Mas não nos causa surpresa. Esse trabalho começou desde que a gente assumiu como gerente do CEP (Centro de Excelência e Performance), em setembro de 2015, e isso é fruto, principalmente, de uma mudança de metodologia e conceito, e de integração das áreas. Hoje o trabalho no Flamengo não é multidisciplinar, mas sim transdisciplinar, interdisciplinar, onde todas as áreas participam de todos os diagnósticos e processos. Essa interação é o que nos permite o controle de carga e consequentemente o médico falando com o fisioterapeuta, o fisiologista, o treinador. Enfim, assim, a gente consegue, não só fazer o controle de carga, mas que o jogador consiga performar da melhor maneira possível. Então, a gente sabia que se não fosse o time que tivesse menos lesão, estaria entre os times que tiveram menos - garantiu.


Nas disputas que eliminaram o Flamengo na Libertadores, na Copa do Brasil e no Carioca, não houve desfalque importante de titulares. A equipe entrou em campo com o time ideal dos treinadores. Só no jogo de volta do mata-mata nacional contra o Corinthians, que decretou a derrota por 2 a 1 e a saída do torneio na semifinal, que Diego Alves ficou em campo com uma lesão muscular na coxa esquerda e o meia Diego deixou o campo antes do fim com desconforto na coxa direita, que o deixaria fora de três jogos na sequência. Para o Dr. Tannure, o clube esteve sempre preparado para prever lesões de jogadores desgastados e, por isso, poupou menos do que os rivais sem sofrer baixas importantes.

- Isso começou com a metodologia, com o trabalho, com avaliação funcional, principalmente com a correção biomecânica. A gente acredita muito nisso como fator preditor e previsor de lesão. A questão biomecânica é muito importante e esse ano a gente teve alguns casos cirúrgicos que não tem como a gente evitar, mas a gente fica feliz que, na nossa área, o que a gente pode fazer, temos feito. O Flamengo foi o único time esse ano que jogou as três competições sem poupar e mesmo a gente não poupando conseguimos fazer com que eles performassem, que é a nossa obrigação, a gente teve um baixo índice de lesão. Com certeza isso nos deixa satisfeito. Mostra que o trabalho que vem sendo feito é bem executado, bem realizado e está dando frutos para o clube, que é o nosso objetivo: ver os jogadores performando, aptos e sempre o menor tempo possível no DM. O que é uma economia financeira para o clube. Isso é um ganho técnico para o treinador que pode contar na maior parte do tempo com seus principais jogadores. É isso que nos cabe e ficamos felizes quando esse trabalho é reconhecido e mostrado aí - comemorou o médico do Flamengo.

O meia Diego teve três momentos no ano em que perdeu algumas partidas, totalizando sete em que a sua participação foi vetada por recomendação médica. Todos os problemas aconteceram na perna direita distribuídos com uma lesão na coxa, uma na panturrilha e uma no joelho. Com tantos problemas, acabou perdendo a condição de titular sob o comando de Dorival Júnior. Mas foi sempre importante entrando no segundo tempo na reta final do Brasileirão e ajudou a equipe rubro-negra a se estabelecer na segunda colocação geral.

A posição que mais gerou problemas para os técnicos Carpegiani, Maurício Barbieri e Dorival Júnior na temporada 2018 foi a de zagueiro. Experientes, Réver, de 33 anos, Rhodolfo, de 32, e Juan, de 39, desfalcaram em diversos momentos, especialmente no segundo semestre. Quem mais sofreu foi Juan, que teve quatro períodos de afastamento dos gramados, culminando com uma ruptura do tendão de Aquiles do tornozelo direito no início de setembro, que o tirou do restante do ano.


Rhodolfo conviveu com problemas musculares, enquanto Réver, presença mais constante entre os titulares, teve sua contusão mais grave em maio: um trauma no ombro direito, que foi tratado durante o período da Copa do Mundo, para que ele voltasse à forma em julho. Um lado positivo desses desfalques recorrentes é que jovens da base como Léo Duarte e Thuler tiveram mais chances, deram conta do recado e conseguiram destaque ao longo do ano.

Critérios e Metodologia
As informações levantadas para esta pesquisa foram retiradas nos sites oficiais de cada um dos 20 times que disputaram a Série A em 2018, além do apurado pelos setoristas do GE no dia a dia dos clubes.

O recorte temporal deste levantamento foi de 01 de janeiro de 2018 até a data da publicação desta matéria: 19 de dezembro de 2018. Todas as baixas médicas sofridas pelos jogadores fora desse universo temporal não entraram na pesquisa.

O critério para inclusão de um atleta no levantamento foi o veto pelo departamento médico de pelo menos uma partida por motivo clínico. Todos os problemas médicos que impediram a escalação do jogador na equipe para a partida seguinte foram computados no levantamento.

Jogadores poupados e com desgaste físico não entraram na conta assim como problemas fisiológicos. Todos os clubes receberam o contato da reportagem para checagem da lista de jogadores no DM na temporada.

Em média, a queda foi de 0,5 por jogo para 0,37. Responsável pelo DM rubro-negro, Dr. Márcio Tannure comemorou os números positivos.

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