Gestão do Flamengo serve de inspiração para a diretoria do Vasco

EXTRA GLOBO: Depois do primeiro ano à frente do Vasco, Alexandre Campello tem duas fontes de inspiração para o clube. Uma é tratada abertamente: baseado na própria história de São Januário, o presidente sonha em ver o estádio ser reformado graças ao investimento de vascaínos. A reforma, mais a construção do centro de treinamento próprio, sairia por nada menos que R$ 253 milhões.

A promessa de salto de qualidade na infraestrutura do clube foi o destaque do 1° Encontro Vasco da Gama com Investidores, realizado na terça-feira, no Centro do Rio. Com resultado a longo prazo, o projeto enche os olhos do dirigente, mas não é o único. A outra fonte de inspiração é mais velada. Sua diretoria enxerga no êxito administrativo dos seis anos da gestão de Eduardo Bandeira de Mello no Flamengo um caminho a ser seguido. Responsabilidade financeira e sacrifício no futebol hoje para o equacionamento das dívidas amanhã.

Foto: Bruno Marinho
Neste caso, a perspectiva de resultado não estaria tão distante, quando comparada às obras de São Januário e as do centro de treinamento. Enquanto que o estádio, se tudo der certo, ficará totalmente pronto em 2027 e o centro de treinamento, em 2025, o Vasco sonha em arrumar a casa em termos financeiros ainda em 2021, no ano seguinte ao fim da atual gestão. Ainda falta muito, mas Campello não descarta tentar a reeleição. Especialmente se os resultados em campo ajudarem.

Quanto a eles, o dirigente admite que suas expectativas ainda estão aquém do que gostaria.

- Estamos tentando reforçar o elenco, mas nossa capacidade de investimento ainda é menor do que aquela que gostaríamos. Mas o Vasco precisava passar por isso em algum momento. Não há futebol forte sem gestão forte - afirmou Alexandre Campello.

E quando fala em gestão forte, o dirigente passa a bola para Adriano Mendes, vice-presidente de controladoria que tem sido seu braço direito desde que assumiu o Vasco, quando o assunto é a complexa crise financeira do clube. O dirigente é o principal responsável pelos resultados apresentados no evento. De acordo com a diretoria, 2018 será o ano em que o clube fechará com maior lucro nos últimos dez anos, graças a uma política de corte de gastos, otimização dos processos e renegociação do passivo. Em português claro: economia para tentar diminuir a diferença, ainda grande, entre as receitas do clube e os gastos a curto prazo.

- Esse é o Vasco que o mercado financeiro e investidor verá daqui para frente, forte, que cumpre com suas obrigações, responsável e viável economicamente - afirmou Mendes.

Por mais que a recuperação econômica seja importante, a cereja do bolo dessa revolução pensada para o Vasco invariavelmente seria um novo estádio de São Januário. No projeto elaborado pela atual gestão, sua capacidade saltaria para 41.442 pessoas, todas elas cobertas, mas com três quartos dos lugares na arquibancada, em pé, no melhor estilo da Colina atual.

Ele custaria cerca de R$ 208 milhões, que seriam bancados através de um fundo imobiliário voltado para vascaínos e investidores em geral, interessados numa contrapartida financeira. Já o novo centro de treinamento foi orçado em R$ 45 milhões. Com sete campos oficiais e hospedagem, integraria futebol profissional e categorias de base. Ano que vem, o Vasco espera iniciar a parte mais difícil da obra, de preparação do solo, que sozinha deverá custar R$ 20 milhões.

Responsabilidade financeira e sacrifício no futebol hoje para o equacionamento das dívidas amanhã.

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