Internacionalização da marca do Flamengo em foco na Florida Cup

ESPORTE 24 HORAS: Jorge Abel Costa

Nos últimos anos, Flamengo alcançou um alto patamar em nível de estrutura. Além de infraestrutura, o clube aumentou em receita, sócio-torcedor e trabalho de base. No entanto, ainda tem muito trabalho a se fazer. Por exemplo, na internacionalização da marca. Apesar de ser uma instituição gigante dentro do cenário sul-americano, os dirigentes rubro-negros querem aumentar o potencial comercial em todo o mundo. Por isso, logo no início da temporada, a equipe carioca vai estar em ação pela Florida Cup.

Buscando uma aproximação do mercado norte-americano, Flamengo vai utilizar a Florida Cup como amostra de sua força entre os brasileiros mundo afora. Para explorar mais o tema, Esporte 24 Horas conversou com Luiz Henrique Nuñez, ex-VP de Marketing do Inter. O antigo dirigente foi o entusiasta da participação colorada em 2016 e faz ótimos relatos sobre a competição. De acordo com Luiz Henrique, a presença no torneio é um grande início ao projeto de internacionalização da marca.

Divulgação da participação do Flamengo na Florida Cup - Foto: Reprodução
“Imagino que cada clube deva ter seus próprios objetivos. Para nós, representava o início de um projeto de internacionalização de nossa marca. E os Estados Unidos, assim como a China, mercados ricos e emergentes no futebol, eram, sem dúvida, um início importante para este projeto”, afirma. 

Potencializar a relação com o torcedor

Além de jogar a competição, Flamengo precisa aproveitar a oportunidade para  promover ações que estimulem o seu projeto de internacionalização. Pelo menos é o que garante Luiz Henrique. Diante de sua vasta experiência em marketing, o profissional conta que o clube precisar ir de encontro aos seus potenciais consumidores.

“A competição, isoladamente, agrega mas não é suficiente. Ela é importante porque reúne clubes importantes e atrai público, publicidade, mídia, mas, a internacionalização não se dá só por disputar alguns jogos. Você precisa ir ao encontro do mercado, de empresas, da comunidade. É necessário criar ações que aproximem o clube de todos os “stakeholders”, isto é, de todos aqueles que se interessam pelo negócio futebol”, aponta.

Como aproveitar a Florida Cup?

Mais do que paixão, futebol é um negócio. Atualmente, a indústria do futebol gera cerca de R$ 67 bilhões por ano dentro do Brasil. Os valores vão variando de acordo com o país e sua cultura. Mas como aproveitar a Florida Cup para explorar o consumo em prol do Flamengo? Segundo Luiz Henrique, as possibilidades são inúmeras e ele mostra o caminho das pedras.

“Trabalhando nos dias de jogos, mas também indo ao encontro do mercado. Quando lá estivemos procuramos várias empresas, imprensa, autoridades locais e fomos ao encontro de fãs do futebol. Tudo no intuito de apresentar o clube, fechar acordos, parcerias, patrocínios. Um projeto de internacionalização é longo, mas tem que ter um começo”, declara.

Um começo, aliás, que pode ser muito produtivo. Posteriormente a participação na Florida Cup, Luiz Henrique Nuñez conseguiu fechar algumas parcerias bem interessantes para o seu clube. Vale lembrar, há anos o modelo de internacionalização da marca é explorado por grande clubes europeus.

“A semente foi muito bem plantada. Tivemos acordos e patrocínios significativos fechados já para a edição seguinte. As mais importantes equipes europeias investem em internacionalização há anos. E os frutos que colhem, financeiramente e em valorização de imagem são visíveis à todos”, revela.

Benefício técnico da Florida Cup

Diferentemente dos europeus, os clubes brasileiros começaram a investir recentemente. Aliás, a participação na competição ainda gera polêmica sobre o benefício técnico. O Flamengo, por exemplo, vai realizar sua primeira partida dias após retornar de férias. Além disso, o contrato assinado com a organização do evento impõe a utilização de força máxima. No entanto, Luiz Henrique Nuñez aponta que o torneio pode ser um excelente método de preparação.

“Se você vai para o torneio com objetivo único de ganhá-lo claro que pode trazer prejuízos. Mas este não foi o nosso caso. Usamos instalações de primeiríssimo nível para realizar nossa pré-temporada e ainda podemos “treinar” contra adversários fortes”, avalia.

Em 2019, Flamengo vai ter a companhia do São Paulo, Ajax e Eintracht Frankfurt. Aliás, o retorno ao território americano vai ocorrer após 13 anos. A última aparição do Rubro-negro nos Estados Unidos em 2006, em Los Angeles, quando venceu um amistoso contra o América do México. De acordo com Luiz Henrique, os clubes nacionais são sempre um atrativo devido a grande concentração de brasileiros no país.

“Equipes brasileiras são atrativos importantes em qualquer competição. E tratando-se de uma competição na Flórida, mais ainda, por causa da grande concentração de brasileiros”, conclui.

Apesar de ser uma instituição gigante dentro do cenário sul-americano, os dirigentes querem aumentar o potencial em todo o mundo.

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