Abel diz que não usará Gabigol de centroavante no Flamengo

EXTRA GLOBO: Contra o Boavista, o titular fez gol, e o reserva também. Já teve golaço de bicicleta de um e tapa por cobertura de outro na pré-temporada. O fato é que Henrique Dourado e Uribe não deixam Abel Braga titubear em um conceito que ele tem sobre o papel dos atacantes. Como resultado, o treinador nem cogita escalar Gabigol, o cara que tem a 9 na camisa, como centroavante no Flamengo.

Ao se aproximar o fim do período de rotação do elenco — contra a Cabofriense, domingo, será a última oportunidade —, o técnico rubro-negro terá que tomar escolhas mais definitivas sobre quem faz parte do time principal e qual função cada um exercerá.

Gabigol comemorando gol do Flamengo - Foto: Pedro Martins
O ponto de partida é que Abel gosta de ter atacantes de presença de área e imposição física nas equipes que comanda. Na visão dele, isso é fundamental para alcançar um objetivo: a verticalidade. Por mais agudo que Gabriel seja, o treinador do Flamengo não vê nele características que casem com esse pensamento. E isso não tem a ver com o fato de o jogador ainda não ter feito gol nos três jogos nos quais esteve em campo.

— Como temos que propor jogo, eu prefiro um cara mais agudo lá dentro, um cara mais de área, que prenda dois zagueiros. E aí esses jogadores de movimentação sabem quebrar linhas, Gabriel, Éverton Ribeiro, Arrascaeta e o próprio Bruno Henrique — explicou o treinador, que vê em Gabigol um "falso nove".

Mas, como já se viu neste Estadual, isso não quer dizer que Gabriel não possa circular pela faixa central do gramado. A questão é que Abel já identificou que pode explorar melhor as características do jogador se usá-lo pelas extremidades.

— Contra o Resende e hoje (contra o Boavista), ele teve situações de jogar por dentro do campo. É um grande jogador. Mas eu o senti muito mais à vontade pelo lado — admitiu o treinador.

Na prática, Abel identifica em Gabigol um elemento para impor temor nos rivais. O lateral-esquerdo Jean, do Boavista, ficou mais inibido após as mexidas de peças que o Flamengo teve no segundo tempo da vitória por 3 a 1.

— Às vezes você coloca o jogador em determinado momento, e ele coloca medo no adversário. Quando o Gabriel foi para o lado direito, o lateral não subiu mais. Era uma jogada forte no primeiro tempo que deixou de existir. Gostei muito. É parecido com o Éverton Ribeiro quando joga pela direita, só que de forma aguda — comentou um satisfeito Abel, prevendo a agradável dor de cabeça na hora de montar o Fla ideal.

Por mais agudo que Gabriel seja, o treinador do Flamengo não vê nele características que casem com esse pensamento.

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