Fla não convence, fica refém de cruzamentos e joga para o gasto

GLOBO ESPORTE: Deu para o gasto. E só.

Os 46 mil torcedores que compareceram ao Maracanã e garantiram ao Flamengo o melhor público em início de temporada no século voltaram para casa mais satisfeitos com a festa do que com o futebol apresentado. O 2 a 1 sobre o Bangu foi padrão para não jogar uma ducha de água fria no domingo de verão carioca.

E não vamos nem falar do fator duvidoso que deu origem à virada rubro-negra no placar da primeira rodada da Taça Guanabara - confesso que não sou capaz de cravar se a bola saiu ou não no lance com Renê. Mas um Flamengo com tanta superioridade técnica deveria apresentar mais diante do time de Moça Bonita. Bem mais.

Cuéllar em Flamengo x Bangu - Foto: Alexandre Vidal
O argumento de início de temporada perde consideravelmente o peso a partir do momento que o Bangu jogou 75 minutos com um jogador a menos. Mérito para Alfredo Sampaio, que soube manter a organização defensiva e reduzir os espaços para um Flamengo pouco criativo.

Participativo como de costume, Diego era quem mais trabalhava a bola pelo meio, mas invariavelmente o Rubro-Negro apelava para as laterais para chegar ao ataque. Não à toa, foram 23 bolas levantadas e 12 escanteios durante os 90 minutos:

- Com um jogador a mais, era natural que abríssemos o jogo e buscássemos os lados do campo. Deveríamos ter acertado mais os cruzamentos e ter mais gente na área - avaliou Abel após o triunfo.

Fora as jogadas de lado de campo, o Flamengo ficou refém de lampejos individuais de Vitinho e Éverton Ribeiro. Pouco para quem tinha um homem a mais por tanto tempo.

Menos mal que as jogadas pelas laterais surtiram efeito. Com Renê e Vitinho, foi criada a jogada do primeiro gol, em pênalti convertido por Diego. Já Pará e Ribeiro fizeram tabelinha para finalização certeira de Rhodolfo.

Na arquibancada, o torcedor se misturou entre a festa pelo reencontro com a equipe e a impaciência. Vitinho foi quem mais sofreu, com uma mistura de vaias e aplausos ao dar lugar a Thiago Santos. Por outro lado, foi quem mais tentou fugir do óbvio.

Muito aplaudido, Diego foi quem mais teve a bola, mas pecou por individualismo em alguns momentos. Situação até normal para um início de temporada.

Na defesa, a avaliação acaba contaminada pela desvantagem numérica do Bangu. Rhodolfo e Rodrigo Caio acabaram mais exigidos na saída de bola - onde cumpriram o papel - e no ataque.

O novo contratado, por sua vez, vacilou em disputa aérea no gol banguense - Diego Alves também estava mal posicionado e demorou a reagir. Nada, porém, que comprometa o bom início de ano do setor se levados em conta os dois jogos em Orlando.

Deu para o gasto. E só. O suficiente para festa no pontapé inicial de 2019, mas pouco para um time que jogou 75 minutos com um a mais.

Mérito para Alfredo Sampaio, que soube manter a organização defensiva e reduzir os espaços para um Flamengo pouco criativo.

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