Gattuso vê Lucas Paquetá com nível tático melhor que o de Kaká

GLOBO ESPORTE: No fim da década 90, e durante boa parte dos anos 2000, você se acostumou a ver Gennaro Gattuso com a camisa do Milan de uma forma muito representativa. Força física, empenho, raça e boa dose de exagero no comportamento e na relação com técnicos, companheiros e adversários transformaram o volante num personagem do futebol mundial.

Mas Gattuso foi muito mais do que isso. Virou ídolo do clube rossonero, ganhou a Liga dos Campeões duas vezes, dois títulos italianos e um Mundial de Clubes da Fifa, para citar apenas os mais importantes. Pela seleção italiana, conquistou a Copa do Mundo de 2006. Gattuso está, sim, na galeria de jogadores emblemáticos da Itália.

Foto: Divulgação
Durante dez dias no mês de dezembro e desde a última segunda-feira, o brasileiro Lucas Paquetá tem sido treinado por Gennaro Gattuso, que assumiu o cargo no fim de 2017 e ainda tenta se firmar - esteve ameaçado de demissão no fim do ano passado. Em sua entrevista coletiva de apresentação, o meia elogiou muito o treinador e disse que Gattuso sempre era escalado por ele nos jogos de futebol no videogame.

A reportagem do GloboEsporte.com conversou com Gattuso no Centro Sportivo Milanello, o CT do Milan, e ficou claro que o técnico também está encantado com o jogador de 21 anos.

- Ele não tem medo de encarar nada, porque quando você tem uma certa idade e joga num estádio como o Maracanã, com uma camisa importante como a que ele vestia, não terá nenhum problema. Com certeza o futebol brasileiro é diferente do italiano, mas a força física dele e a força interior ajudam. É um rapaz que é forte fisicamente, é muito preparado, está sempre focado no que tem que fazer. Estou muito feliz por poder treiná-lo - disse ao GloboEsporte.com.

A nova "era brasileira" do Milan
Paquetá é o 35º jogador brasileiro da história do Milan, um clube de profunda relação com jogadores do nosso país. Gattuso jogou com vários deles: Leonardo, Dida, Serginho, Cafu, Kaká, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Silva, Alexandre Pato...

- Joguei com brasileiros numa época diferente, era um time composto por grandes campeões. Os jogadores brasileiros que passaram por aqui tinham muito carisma, nos momentos de dificuldade reagiam com um sorriso e profissionalismo.

Paquetá tem sido muito comparado a Kaká, que é um dos grandes ídolos do clube. Gattuso acha que as comparações não fazem sentido. E vai além.

- As comparações precisam esperar. Certamente são dois jogadores totalmente diferentes. Ele é um jogador que gosta de jogar no meio-campo, Kaká gostava mais de jogar como um segundo atacante, meia-atacante. Na minha opinião, (Paquetá) é um jogador totalmente pronto para jogar um campeonato europeu. Em nível tático, é muito mais pronto que o Kaká, declarou Gattuso.

Depois da folga de fim de ano, o Milan volta a jogar neste sábado. Será pelas oitavas de final da Copa da Itália, contra a Sampdoria, em Genoa, às 15h (de Brasília). Paquetá foi relacionado e vai estrear. O jogador brasileiro tem grandes chances de ser titular. Gattuso não confirma, mas tem gostado da postura de Paquetá.

- O que espero do Paquetá? Espero que demonstre aquilo que tem demonstrado nesta breve carreira. Um jogador de grande talento, um jogador que alia não só qualidade, mas força física, um jogador moderno. E espero que continue a melhorar, porque já chegou com um perfil muito forte, com uma grande mentalidade, com a cultura do trabalho.

Paquetá é o 35º jogador brasileiro da história do Milan, um clube de profunda relação com jogadores do nosso país.

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