Muito cedo para criticar, mas sem nada para elogiar

ESPN FC: Por João Luis Jr

É importante lembrar que estamos na primeira rodada do primeiro turno do carioca e, portanto, é cedo demais pra criticar. É cedo demais pra criticar Rodrigo Caio como titular, por mais que seja complicado explicar como ele ganhou a vaga de Léo Duarte ou justificar a impulsão dele no gol do Bangu, tão baixa que não daria pra passar uma folha de papel ofício por baixo das chuteiras do rapaz. O cara mal chegou, vamos dar uma chance, né?

Também é cedo para criticar o estilo de jogo rubro-negro, por mais que ele seja basicamente o mesmo dos dois últimos anos, consistindo em ter a maior posse de bola, trocar passes inconsequentemente pelo meio, até que a bola chega na ponta pra que um dos laterais cruze e nesse momento você lembra que bem, nenhum dos nossos laterais sabe cruzar. Afinal, ainda estamos no começo do ano, reforços podem vir, estão falando do Rafinha e do Jorge, certo?

Rhodolfo comemorando gol em Flamengo x Bangu - Foto: Alexandre Vidal
Assim como, claro, é cedo demais para criticar Vitinho, que não apenas segue demonstrando em campo níveis de comprometimento só encontrados em atletas que jogam obrigados pela mãe como também um nível de pontaria que estatisticamente não poderia ser atingido nem mesmo por atletas que jogassem vendados e com protetor auricular, pra excluir a chance de se guiarem pelo barulhinho do vento na bola. Afinal, pode ser que uma pré-temporada mais longa seja tudo que o nosso menino de ouro precisa pra finalmente deslanchar.

Ou seja, por mais que o instinto natural de qualquer torcedor quando vê o Flamengo precisando de um gol irregular para vencer o Bangu por 2x1 dentro de casa no Campeonato Carioca, numa tarde de calor escaldante em que mais de 35 mil pessoas tiraram dinheiro do próprio bolso para ver Pará titular por mais um ano, seja criticar, é preciso, para o bem do clube na temporada, respirar fundo e lembrar que esse foi apenas o primeiro passo em uma longa caminhada chamada 2019.

Foi um passo vacilante? Foi. Foi um passo que lembra muito todos os tropeços dados nas temporadas passadas? Com certeza. Mas cabe a nós, enquanto torcedores, essa paciência de entender que muitos ajustes ainda precisam ser feitos, que muitas mudanças vão acontecer, que tanto Abel quanto o time ainda precisam de tempo, seja para apresentar novas ideias, seja para assimilar e colocar em prática essas ideias apresentadas.

Mas ao mesmo tempo cabe ao time e ao treinador trabalharem, e muito, por essa mudança. Apresentar evolução a cada jogo, focar na melhoria da equipe, substituir as peças que não funcionarem e dar oportunidade sempre aos jogadores que estiverem em melhores condições. Porque claro, ninguém vai crucificar a equipe por conta de um jogo ruim na primeira rodada do primeiro turno do carioca. Mas se, em julho, Rodrigo Caio ainda estiver vacilando na bola aérea contra atacantes que são a cara daquele seu tio que tem uma revenda de carros usados, vai ficar muito complicado continuar apoiando.

Ou seja, por mais que o instinto natural de qualquer torcedor quando vê o Flamengo precisando de um gol irregular para vencer o Bangu.

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