O Flamengo não inflaciona o mercado, apenas gasta o que tem

GOAL: Por Bruno Guedes

Na última semana, durante o vazamento das negociações para reforços pedidos pelo técnico Abel Braga, houve um grande alarde e uma "preocupação" na imprensa e clubes quanto ao Flamengo estar inflacionando o mercado. Porém, não há qualquer tipo de descontentamento destes mesmos com as diretorias de outras equipes que contratam e não pagam o acertado.

Durante a década de 2000 inteira, o Flamengo foi alvo de chacotas e ironias por parte da imprensa ou rivais por conta dos seus problemas em gerir as finanças. O mais famoso caso foi o do Vampeta, que chegou a declarar a simbólica frase "eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo". Virou um slogan de como era gerido o Rubro-Negro.

Rodrigo Caio, do Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Mas estes tempos passaram e agora o jogo virou. Após quatro anos e meio de austeridade financeira, com times muito baratos para o dinheiro ser destinado ao pagamento das dívidas e acordos judiciais, o Flamengo passou a ser uma das grandes locomotivas econômicas do esporte nacional. Guerrero, Diego, Diego Alves, Éverton Ribeiro... todos com salários acima de R$ 500 mil e nenhuma pendência.

Ninguém se preocupava com isso durante o supracitado período. Pelo contrário, a irresponsabilidade dos demais clubes continuava. Neste momento vemos times contratando mesmo com troféus sendo penhorados pela Justiça. Há outras equipes com diversos jogadores que ainda não foram quitados após anos.

Agora, com verba suficiente para contratar de acordo com seus interesses, os dirigentes da Gávea são acusados de inflacionar um mercado onde a irresponsabilidade dos demais ainda é a principal moeda na hora de se reforçar. Segundo estudo divulgado pela consultoria de marketing esportivo Sports Value em setembro de 2018, os times da Série A faturaram R$ 5 bilhões no ano passado, mas gastaram R$ 7 bilhões. De quem é a culpa, do "Flamengo que está inflacionando o mercado"?

É o caso dos envolvidos na polêmica durante a última semana. Mancuello, no Cruzeiro, custou R$ 5,8 milhões aos cofres celestes e até hoje não honrou o compromisso com o Flamengo. Arrascaeta, alvo do Rubro-Negro e pivô do assunto "inflação", chegou a Minas Gerais em janeiro de 2015. Mesmo após quatro anos a Raposa ainda tem dívidas com o Defensor, ex-equipe do uruguaio. O imbróglio foi revelado pelo próprio vice-presidente do time de Belo Horizonte, Itair Machado.

Os cariocas não são os culpados pelo o que os outros fazem. O que prometem e não cumprem. Os dirigentes flamenguista prometeram sanar as dívidas e montar um time competitivo. E cumpriram. Cabe agora aos demais assumirem suas responsabilidades e não culpar terceiros pelo fracasso gerencial das finanças de suas equipes.

A tentativa na falácia de que há uma inflação no mercado por parte do time que tem mais recursos é a arma de quem fez vista grossa durante muito tempo para uma prática que levou o futebol do Brasil à falência. Os tempos mudaram na Gávea. Enquanto os demais fingem que pagam, o Flamengo não finge: contrata e paga.

Durante a década de 2000, o Flamengo foi alvo de chacotas e ironias por parte da imprensa ou rivais por conta dos seus problemas em gerir as finanças.

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