O que se tira de bom do empate do Flamengo

O GLOBO: Não se sabe se o sistema tático usado nesta quarta-feira, bem diferente do esquema da estreia, será o padrão de Abel Braga ao longo da temporada. Certamente, a escalação não será a habitual. Jogou em Volta Redonda um time cheio de reservas para descansar os titulares que estrearam no último domingo. Mesmo assim, foi possível colher preciosas observações do 1 a 1 entre Flamengo e Resende.

A começar por um dos estreantes: Arrascaeta. Abel montou um 4-4-2, com um losango no meio-campo. Ou seja, Piris da Motta era o volante mais recuado, tendo Jean Lucas de um lado e Hugo Moura do outro. À frente deles, estava o uruguaio. E, mesmo em seu primeiro jogo no ano, mostrou em alguns lampejos o quanto pode ser decisivo naquela faixa de campo, perto da área rival, buscando o passe decisivo, vertical, ou mesmo a finalização. Um exemplo foi o passe para Trauco, que resultou no gol de empate do Flamengo, feito por Henrique Dourado em belíssima bicicleta.

Gabigol, camisa 9 do Flamengo - Foto: Pedro Martins
A formação deu a exata dimensão de um grave desequilíbrio no elenco do Flamengo. Abel usou três jogadores com características de volante ou segundo volante, todos, em tese, reposições para Cuéllar e Willian Arão, que jogaram no último domingo. E sempre que precisou criar diante de uma defesa posicionada, a sensação era de um meio-campo pesado, sem boa capacidade de articulação de jogadas. Ainda que Hugo Moura e Jean Lucas, dois jovens, vivam período de maturação.

O fato é que, mesmo antes de a bola rolar em 2019, já havia a impressão de que este Flamengo, tão bem reforçado com atacantes e meias-atacantes, carece de homens de articulação, organizadores. Arão, em tese o segundo homem do meio campo titular, é muito mais um condutor de bola e infiltrador na área rival. Diego é o único que tenta preencher tal lacuna.

Gabigol em adaptação
Outros três personagens permitiram análises bem úteis. Gabigol pareceu ainda distante do melhor ritmo. E, na dupla com Dourado, raramente achou seu espaço. Já o centroavante talvez tenha mostrado a função que pode ter no elenco: em situações específicas de jogo, acionado para o último toque, pode ser útil. Ainda mais recuperando confiança. A bicicleta de ontem pode ajudar. E Vitinho, ao entrar, criou lances de perigo. Merece mais crédito da arquibancada.

Quanto ao jogo, o Flamengo teve imensa dificuldade por cerca de 60 minutos: antes do apagão que paralisou o jogo por 14 minutos e um pouco depois da volta da energia. Sem ajuda dos homens de frente, marcava com sete jogadores e tinha problemas para cobrir os lados do campo. Levou um gol num córner e viu o Resende criar outras duas chances.

Quando Abel mexeu, chegou a fazer de Vitinho um dos três meias, antes de terminar o jogo num 4-2-4. O tudo ou nada obrigou César a uma defesa salvadora mas, em seguida, veio uma enorme pressão rubro-negra. Sem tanta articulação, mas com chances, como uma cabeçada de Dourado e uma falta que Vitinho bateu.

A fase é de observações, não de conclusões. Só o tempo dirá se Abel fará da reunião rubro-negra de talentos um time sólido. Há bastante trabalho pela frente.

A fase é de observações, não de conclusões. Só o tempo dirá se Abel fará da reunião rubro-negra de talentos um time sólido.

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