Base foi um dos principais ativos do Flamengo nos últimos anos

ESTADÃO: Atingida pela tragédia do incêndio no Ninho do Urubu, as categorias de base do Flamengo ajudaram o clube a ter a maior receita do futebol brasileiro. O orçamento aprovado pela Conselho de Administração da equipe no fim do ano passado prevê uma receita bruta de 765 milhões de reais neste ano. Quem mais se aproxima é o Palmeiras, com previsão de 591 milhões de reais.

Parte significativa do montante virá da venda de jogadores formados pelo clube. Só referentes à venda de Lucas Paquetá, cria da base, para o Milan, entrarão nos cofres do rubro-negro neste ano 150 milhões de reais. Em outras negociações recentes, o clube recebeu 165 milhões de reais do Real Madrid por Vinicius Junior, e 20 milhões de reais da Udinese por Felipe Vizeu.

Na última sexta-feira 8, um incêndio no centro de treinamento do Flamengo matou dez jovens atletas do clube. O alojamento que pegou fogo, feito com contêineres, não tinha a aprovação final dos bombeiros e o clube disse à prefeitura que na área havia um estacionamento. O Ninho do Urubu passará por uma vistoria nesta terça-feira, 12, e pode ser interditado.

Foto: Gilvan de Souza
Finanças

Para Carlos Aragaki, sócio-diretor da área de Esporte Total da consultoria BDO, os altos valores das transferências recentes mostram “a importância em geração de receitas que a base traz para o Flamengo”. Enquanto a receita cresce, nos últimos anos, o clube conseguiu reduzir significativamente seu endividamento: de 741 milhões de reais, em 2013, para 334 milhões de reais, em 2017, ano do último balanço publicado. Com isso, ganhou fôlego para investir pesado em contratações.

Para esta temporada, já gastou 108,7 milhões de reais com Arrascaeta, Rodrigo Caio e Bruno Henrique, além de pagar salário mensal de 1,2 milhão de reais a Gabriel Barbosa, o Gabigol, contratado sem custo de transferência.

Em 2016, o custo da formação da base do clube da Gávea foi de 16,652 milhões de reais – consideram-se despesas com alimentação, transporte, educação, alojamento, assistência médica, contratação de profissionais como treinadores e preparadores, entre outras. Na temporada de 2017, esse investimento subiu para 23,831 milhões de reais, de acordo com o balanço do Flamengo.

O clube conseguiu reduzir significativamente seu endividamento: de 741 milhões de reais, em 2013, para 334 milhões de reais, em 2017.

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