CT do Flamengo não é o que falam e está entre melhores do país

UOL: O alojamento atingido pelo incêndio no Ninho do Urubu era uma espécie de puxadinho dentro de um centro de treinamento milionário, cujo investimento chegou a R$ 38 milhões em 2018. As instalações começaram a ser construídas em 2010, em módulos. O módulo 1, justamente o que pegou fogo, era formado por contêineres e fazia parte da área mais antiga do CT.

"Não é exclusividade desse local. Mas as pessoas às vezes aprovam uma planta, aí, quando vai ver, resolvem fazer puxadinho. Aumentar. A gente lamenta que as pessoas não possam fazer um planejamento adequado. É um ato final. Existe todo um procedimento. O fato de não ter a documentação não implica que não havia segurança. Muitas vezes, até existem os dispositivos de segurança, mas ainda não teve uma regularização. Adotamos várias medidas para simplificar esse processo e agilizar", afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e Secretário de Defesa Civil, Roberto Robadey, em entrevista à rádio BandNews.

Foto: Divulgação
O local destoava dos outros prédios do CT, principalmente o do terceiro módulo. São as instalações usadas, agora, pelo elenco profissional, consideradas '6 estrelas', tamanho o luxo. Ficavam a apenas dez metros dos contêineres.

Essas novas instalações foram inauguradas no fim do ano passado, ainda sob a gestão do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, e começaram a ser usadas justamente nesta semana. O investimento foi de R$ 23 milhões para e teve a inspiração de clubes europeus.

A área total é de 5.000m² em dois pavimentos, com um acesso independente de jogadores e comissão técnica. São 42 suítes, sendo 36 individuais e seis duplas. O espaço luxuoso e moderno ainda conta com salas de preparação física e 14 banheiras de hidroterapia, piscina, nutrição, fisiologia, departamento médico, varandas de observação, dois auditórios com capacidade para 50 pessoas cada, praça de convívio, refeitório para 70 pessoas, vestiário e rouparia. Para recepcionar quem chegar ao local, uma estátua do ídolo Zico (foto) e um busto do Maestro Júnior em um grande espelho d'água, além de toda parte visual personalizada em vermelho e preto.

O investimento pesado não foi feito apenas nos novos prédios. O módulo 2, a ala usada pelos profissionais até o ano passado, custou o alto valor de R$ 15 milhões aos cofres do clube. Inaugurada em 2016, era considerada nível 5 estrelas. Essas instalações seriam destinadas às categorias de base a partir da próxima semana. Ou seja, em poucos dias os garotos sairiam do 'puxadinho'.

Nosso novo centro de treinamento tem o que existe de mais moderno. Vai possibilitar que o nosso atual centro de treinamento, o módulo que foi inaugurado em 2016, seja totalmente dedicado às nossas divisões de base" - Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, em novembro passado.

Alojamento seria desativado para virar estacionamento

O alojamento incendiado seria desativado nos próximos dias, com a migração da base para a antiga ala dos profissionais. O local estava prestes a se transformar em um estacionamento (na área vermelha da imagem) para atletas, funcionários e visitantes do centro de treinamento. O projeto do CT chegou a ser divulgado pelo Flamengo nos últimos meses.

Área de contêineres foi criada em 2011, com Luxemburgo

A inauguração das novas áreas era uma parte da transformação que ocorre desde 2010 no espaço localizado em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. A chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo ao Flamengo, em outubro de 2010, foi um divisor de águas para o centro de treinamento. Sob seu comando, o time passou a usar o Ninho de Urubu com frequência, deixando de vez as instalações do clube social, na Gávea.

Antes disso, os treinos no local eram esporádicos - isso aconteceu nas finais da Copa do Brasil, em 2006, quando Nei Franco comandou a equipe, e na reta final do Brasileirão 2009, com o técnico Andrade.

O projeto audacioso do centro de treinamento, que tinha o diretor de patrimônio Alexandre Wrobel no comando, chegou a ser um dos motivos para que Luxemburgo aceitasse a proposta do clube rubro-negro. O treinador encarava a construção como uma das metas do trabalho à frente do time. A situação inicial, porém, era precária, como a foto abaixo mostra.

Com a ida do time profissional para o Ninho do Urubu, o Flamengo teve de tomar medidas a fim de implantar melhorias no local. Para receber os jogadores, instalações provisórias foram colocadas no local. Os atletas usavam contêineres como vestiário e tinham apenas um campo à disposição.

"O Vanderlei na época pediu para tirar os treinos da Gávea e levar para o Ninho do Urubu. A Patrícia [Amorim, então presidente] atendeu e improvisou tudo. Ela montou um CT improvisado. Arrumaram contêineres, fizeram tudo, departamento médico, refeitório e tudo mais. Depois, ela iniciou a construção", lembrou Antônio Mello, preparador físico da comissão de Luxemburgo.

A obra, porém, atrasou, mesmo com as campanhas do clube em busca de dinheiro. Os trabalhos chegaram a ficar paralisados por dois anos. Por isso, a entrega do segundo módulo, prometida para junho de 2012, só aconteceu mais de quatro anos depois, no fim de 2016. Dois anos depois, o alojamento destinado aos jogadores profissionais foi inaugurado pelo Flamengo.

O módulo 1, justamente o que pegou fogo, era formado por contêineres e fazia parte da área mais antiga do CT.

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