E o plano de escape?

GILMAR FERREIRA: Passadas as primeiras 72 horas da maior tragédia do futebol carioca, sepultada algumas das vítimas, será hora de entender, ao menos tentar, por que algo "aparentemente simples" teve dimensão tão devastadora.

Aparentemente simples porque cuidar de jovens aspirantes talvez seja o negócio principal dos clubes de futebol, dentre os quais o Flamengo.

E que sempre o fez muito bem.

Mas, independentemente dos bons tratos, morreram carbonizadas dez adolescentes que estavam sob os cuidados do clube.

E, paralelo ao amparo às famílias enlutadas, é obrigação dos dirigentes esclarecer o ocorrido e assumir possíveis erros na prevenção à tragédias como essa.

É tudo ainda muito nebuloso, com informações que não se encaixam neste roteiro escrito às pressas.

E por isso é preciso ter prudência no trato ao tema.

CT do Flamengo após pegar fogo - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Acidente, fatalidade, tragédia..., seja lá a tipificação que se dê ao ocorrido, há perguntas ainda não respondidas pela diretoria do Flamengo.

Por que não havia saídas de emergência?

Por que não havia sprinklers?

Onde estava a brigada de incêndio?

Qual era o plano de escape para casos como o ocorrido?

Independentemente dos laudos que pudessem desautorizar o funcionamento do CT

Independentemente das 31 multas aplicadas pela prefeitura por não cumprimento das pendências apontadas...

Independentemente de tudo isso, há uma questão básica: qual era o plano de segurança?

Por certo, a diretoria rubro-negra não quis dar entrevistas até agora porque não tem todas as respostas.

O container onde os garotos dormiam era mera instalação provisória.

Ponto de transição para o módulo que os abrigará em definitivo.

Ali, neste container, já foi sala de repouso, já foi refeitório, já foi sala de musculação e já foi escritório do departamento de futebol.

Por isso, acredito eu, como seria algo breve, assumido em período de recesso da base, optou-se por alojá-los neste local.

Era o ponto mais próximo do módulo para onde seriam levados e, como já serviu para tantos propósitos, não houve a precaução necessária.

Faltou a voz do representante do grupo do "vai dar merda..."

Como geralmente ocorre, aliás, em outros clubes de futebol, casas de show, restaurantes, repartições públicas, estádios e até em residências.

Não deve ter passado na cabeça dos dirigentes do Flamengo, em momento algum, a hipótese da fatalidade para qual não estavam preparados para minimizá-la.

Uma pena...

Acidente, fatalidade, tragédia..., seja lá a tipificação que se dê ao ocorrido, há perguntas ainda não respondidas pela diretoria do Flamengo.

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