Fla-Flu coloca frente a frente os dois times de maior posse de bola

LANCE: "Tem apenas uma bola, então você precisa tê-la". A frase do holandês Johan Cruyff, ex-jogador e ex-técnico de Barcelona e Ajax, falecido em 2006, sintetiza bem a ideia de jogo atual de algumas das principais equipes do mundo. No Brasil, esse modelo baseado na posse de bola vem ganhando cada vez mais adeptos.

O Santos de Jorge Sampaoli, por exemplo, um dos grandes entusiastas deste estilo, tem a maior média de posse de bola entre as principais equipes do Brasil no Estadual, com 66%, segundo dados do Footstats. Na segunda posição, aparece o Fluminense de Fernando Diniz, com 65%, outro treinador que tem no jogo apoiado sua principal característica.

Diego dando bicicleta em Flamengo x Cabofriense - Foto: Delmiro Junior
Mesmo não sendo um treinador da nova geração, Abel Braga tem implantado, ainda que de forma mais tímida, o mesmo modelo no Flamengo 2019. Com 59% de domínio no Carioca, a equipe é a terceira colocada no fundamento entre os chamados 12 grandes, ficando logo à frente da dupla Grêmio e Internacional, com 58% cada.

Adversários desta quinta-feira, quando duelarão pela semifinal da Taça Guanabara, Fla e Flu adotam a mesma estratégia, de ter a posse para controlar as ações e, consequentemente, a partida. Com a bola, atacam e se defendem. No entanto, os times exercem isso com uma dinâmica diferente, e esse pode ser o segredo para se chegar à vitória no clássico.

Para manter a posse, o Tricolor utiliza bastante a saída de seus zagueiros e laterais, além de um volante que muitas vezes se junto à dupla de zaga para auxiliar na troca de passes. Já a equipe de Abel controla a partir da participação constante de seus meias na distribuição de jogo, diminuindo o peso de seus defensores, que participam, mas em menor escala.

Isso fica claro quando analisamos individualmente a porcentagem de cada jogador. O lateral-esquerdo Mascarenhas e o zagueiro Matheus Ferraz são os líderes em posse de bola do campeonato, enquanto que o cabeça de área Aírton é o que mais troca passes. No Rubro-Negro, Cuellar, Diego e Éverton Ribeiro, nessa ordem, são os que mais tempo passam com a redonda, com o colombiano e o camisa 10, respectivamente, sendo 1º e 2º no ranking de toques certos na equipe.

O time de Diniz gira a bola na sua primeira linha, atraindo o adversário para uma marcação mais alta, o que coloca constantemente seus atacantes em duelos individuais, favorecendo a habilidade de seus externos. Não à toa o Flu é o time que mais busca o drible na competição (33) e o que mais acerta (22). Destaque para Everaldo, líder no quesito com seis acertos em dez tentados.

O Flamengo também tem nos seus meias mais abertos o caminho preferencial para o gol. Porém, novamente, o faz de outra maneira. O Rubro-Negro é o time que mais cruza bolas na área adversária, com 164 tentativas. Éverton Ribeiro, com 31, é quem mais tenta. O ponto favorável é que o time tem o melhor aproveitamento no fundamento entre os quatro grandes, acertando 32.3%. O Flu, seu rival, tem o pior: apenas 19,7%.

Apesar da dinâmica ofensiva diferente, o Fla-Flu desta quinta-feira promete ser um duelo de posse de bola, onde quem a conseguir ter por mais tempo não só poderá impôr seu jogo como conseguirá - ao menos na teoria - impedir o do outro. Quem domina quem?

Os times exercem isso com uma dinâmica diferente, e esse pode ser o segredo para se chegar à vitória no clássico.

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