Flamengo crê que temporal causou curto circuito no CT

GLOBO ESPORTE: Horas e horas de reuniões na Gávea, com a presença de advogados e especialistas em gestão de crise. Contatos telefônicos incessantes com autoridades e familiares das vítimas, e raras declarações à imprensa. Esperança no avanço das investigações policiais.

Essa tem sido a rotina da cúpula do Flamengo, que tenta superar, praticamente em silêncio, o momento de turbulência e a enxurrada de questionamentos, críticas e acusações. Um verdadeiro tsunami na Gávea por conta do trágico incêndio em um dos módulos do Ninho do Urubu, que matou 10 jovens atletas da base na madrugada da última sexta-feira.

Há pouco mais de um mês no poder, Rodolfo Landim e seus aliados buscam documentos e têm conversado frequentemente com pessoas da antiga gestão. O ex-vice de Património, Alexandre Wrobel, responsável pelas obras do novo módulo profissional do Ninho do Urubu, foi à Gávea neste sábado tentar ajudar a esclarecer alguns pontos. O ex-presidente Eduardo Bandeira, por outro lado, ainda não teve contato com a atual direção após a tragédia.

Rodolfo Landim com membros da diretoria do Flamengo - Foto: André Durão
Sem o alvará obrigatório da Prefeitura do Rio de Janeiro, por conta da falta de aprovação do Corpo de Bombeiros, o Flamengo traça estratégias e aguarda o resultado da perícia para avançar na defesa.

Internamente, o clube admite falhas administrativas – não tinha licença para alojar atletas no local da tragédia, por exemplo -, mas avalia que o incêndio não foi causado pelos motivos que levaram a corporação a não conceder o documento e, sim, como consequência do temporal que atingiu a cidade na noite da última quarta e fez sete vítimas fatais na cidade.

Nesta segunda-feira ocorrerá uma reunião entre Flamengo, Ministério Público estadual, Corpo de Bombeiros, membros da Defesa Civil e prefeitura do Rio de Janeiro

Advogados apontam falha administrativa

O Flamengo acompanha as investigações e acredita que a perícia mostrará que o incêndio, que possivelmente começou em um dos aparelhos de ar-condicionado, teve origem por problemas na rede elétrica da região do CT, em Vargem Grande, devido aos picos de energia em virtude do temporal.

Há relatos de falta de energia na véspera, embora a Light negue. Em nota, o clube informou que os seis aparelhos de ar-condicionado instalados no alojamento passaram por manutenção preventiva na última segunda-feira, pela empresa Colman Refrigeração LTDA.

No clube, fala-se em responsabilidade, mas não em culpa. É consenso interno que o Flamengo era o responsável pelos menores de idade que moravam em contêineres nas instalações do Ninho. Além do fator legal, o direção rubro-negra entende ter uma responsabilidade moral com as vítimas e seus familiares. Desde sexta, a prioridade tem sido dar assistência às famílias.

Poucas palavras e respostas

Até o momento, apenas o presidente Rodolfo Landim e o CEO Reinaldo Belotti fizeram breves pronunciamentos para a imprensa, sem a abertura para perguntas de jornalistas. No sábado, o Flamengo apresentou o certificado de clube formador da CBF e o certificado municipal da criança e do adolescente, emitido pela prefeitura do Rio de Janeiro. Os documentos atestam as boas condições das instalações da base rubro-negra.

A estratégia do silêncio deve seguir a mesma, pelo menos até o resultado da perícia no CT. Advogados e gestores de crise entendem que qualquer palavra fora do lugar possa vir a prejudicá-lo nos tribunais. Neste domingo, o Flamengo divulgou nota esclarecendo pontos específicos sobre assistências aos familiares das vítimas, estrutura dos contêineres e manutenção dos aparelhos. Algumas questões, no entanto, seguem sem respostas.

- Todas as demais questões serão tratadas, no momento oportuno, com as autoridades competentes com as quais o Flamengo já está colaborando - diz a nota.

O risco de seguir tal estratégia é o crescente número de perguntas sem respostas... Por que o Flamengo alojou atletas num local sem alvará? Por que não pediu licenciamento da área para uso de dormitórios? A estrutura dos contêineres, com apenas uma porta de saída e janelas pequenas, eram adequadas? Por que não conseguiu a aprovação do Corpo de Bombeiros? O silêncio, de certa forma, com tantas apurações em curso, gera ainda mais desgaste e inquietação.

Foram problemas na rede elétrica da região do CT, em Vargem Grande, devido aos picos de energia em virtude do temporal.

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