Flamengo faz o possível para gerenciar crise após tragédia

LANCE: Uma semana após o incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, que teve 10 jovens jogadores como vítimas fatais, o comitê de gestão de crise criado pelo Flamengo ainda trabalha para conseguir atender as demandas juntos aos familiares das vítimas, assistir os jovens sobreviventes e dar respostas concretas ao poder público, que recentemente fez inspeções no centro de treinamento.

O trabalho do grupo começou poucas horas após a cúpula tomar conhecimento do trágico acidente no Ninho. Ainda nas primeiras horas daquele fatídico dia, a FSB Comunicação disponibilizou o jornalista Fernando Santana - especializado em gestão de crise -, para que ele pudesse prestar consultoria ao clube.

Rodolfo Landim na igreja - Foto: Emanuelle Ribeiro
O presidente Rodolfo Landim - que durante a campanha salientou, em algumas oportunidades, a experiência no mundo corporativo e o fato de saber delegar funções - separou uma sala no centro de treinamento, e ali mesmo começaram as reuniões. Enquanto as primeiras decisões eram tomadas, se buscava prestar todo o suporte necessário aos familiares que iam ao Ninho em busca de notícias dos filhos.

Segundo o LANCE! apurou, o fato de a diretoria ter pouco tempo à frente do clube - assumiu o clube em 1 de janeiro - tem sido um obstáculo em relação a conseguir documentos que possam apontar respostas definitivas quanto ao caso. Até por isso, decidiu-se, em um primeiro momento, fazer o uso de pronunciamentos ao invés de entrevistas coletivas, buscando manter "a responsabilidade naquilo que se transmite e que não haja implicações futuras". A proposta da assessoria de crise, na área de comunicação, vem sendo disponibilizar respostas responsáveis, que não causem danos de reputação que precisem, futuramente, ser reparados.

Em contato com o LANCE!, foi explicado que a decisão de procurar uma consultoria especializada em gerenciamento de crise na área de assessoria de comunicação imediatamente após a tragédia se deu por ser esta uma situação completamente atípica à rotina do clube, acostumado às agendas do futebol, esportes olímpicos e outros temas relacionados ao clube da Gávea.

As respostas das vistorias feitas nos últimos dias no Ninho do Urubu ainda serão divulgadas pelo poder público, o que acontecerá nesta tarde. Até o momento, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) interditou o CT para todas as atividades relacionadas às categorias de base.

Trecho do pronunciamento de Landim, logo após a tragédia:

"Queria dizer para vocês que estamos todos consternados. Essa é certamente a maior tragédia pela qual esse clube já passou nos últimos 123 anos com as vidas dessas 10 pessoas. O mais importantes agora é a gente se dedicar a tentar minimizar o sofrimento e a dor dessas famílias que certamente estão sofrendo muito e fiquem certos que o Flamengo está cuidando disso e não vai poupar esforços para que isso seja minimizado ao máximo.

Estamos colaborando com as autoridades para que a causa desse acidente, desse incêndio possa ser apurada. Ninguém mais do que nós têm interesse em que isso ocorra. Por fim, dizer que todos nós aqui do clube estamos sentindo uma tristeza enorme. É o que posso falar. Obrigado a todos e peço desculpas''

Trechos do pronunciamento do CEO Belotti, no último sábado:

"Estamos falando de alojamentos modulares implantados em 2011. O CT começou assim. Por esses alojamentos passaram vários times, vários jogadores como Ronaldinho e Vagner Love. Foi utilizado pela Seleção Olímpica do Brasil. Não é um "puxadinho".

"Foi aprovado pelo conselho da criança e do adolescente, que nos deu certificado. Ferj e CBF nos deram certificado de formadores. Tínhamos que manter alojamentos adequados, alimentação, higiene, segurança, salubridade... Ou seja, é porque tudo foi atingido".

"Esse módulo era conhecido por todos. Não era um puxadinho que escondemos. Era confortável e adequado. O atleta até 14 anos é proibido, não tínhamos ninguém. De 14 a 17 nós tínhamos lá. A partir de 18, o Flamengo não acha melhor misturar. A partir de 18 o clube melhora o salário para que ele possa ir morar em outro local e até levar a família".

O trabalho do grupo começou poucas horas após a cúpula tomar conhecimento do trágico acidente no Ninho.

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