Flamengo quintuplicou investimento na Base desde 2013

RODRIGO CAPELO: O trágico incêndio que matou dez adolescentes no Ninho do Urubu tem muitas explicações, ainda a serem esclarecidas pela perícia em andamento. Falta de dinheiro não é uma delas. Não só porque o Flamengo aumentou muito a arrecadação e passou a gastar mais com caríssimas contratações de jogadores, fatos sabidos por todos que o acompanham. Nos últimos seis anos, o clube elevou muito o investimento nas categorias de base. Multiplicou-o por cinco.

Em 2013, primeiro ano da administração de Eduardo Bandeira de Mello, a verba direcionada às divisões juvenis rubro-negras foi de quase R$ 4 milhões. Neste valor há custos com alojamento, alimentação, transporte, vestuário, comissão técnica e o que mais envolver jovens jogadores. As temporadas se passaram com reajustes em todas elas, sempre para cima, até chegar a pouco mais do que R$ 19 milhões em 2018 – a considerar apenas nove meses entre janeiro a setembro.

Foto: Gilvan de Souza
O Flamengo teve seu ponto de inflexão em 2015, quando, depois de priorizar a recuperação financeira em 2013 e 2014, deu início à reestruturação das categorias de base. Dirigentes rubro-negros ficaram impressionados naquela época com a venda de Gerson, do Fluminense para a Roma, por cerca de € 16 milhões. Eles entenderam que o clube poderia faturar muito mais se revelasse talentos – noção que se provaria acertada com as vendas de Jorge, Vinicius Júnior e Paquetá.


Os investimentos do Flamengo em atletas entre 2013 e 2018


Dirigentes envolvidos com a base pretendiam dar a ela as mesmas condições que os profissionais tinham. A consultoria belga Double Pass foi contratada para melhorar a qualidade do treinamento, equipes juvenis passaram a disputar competições internacionais, equipamentos foram comprados para incrementar a preparação física. O dinheiro permitiu melhorias variadas, e a tendência era de contínua melhora, com um orçamento próximo de R$ 23 milhões em 2019.

Nada disso parece ter importância depois de ocorrida a tragédia – da qual o Flamengo é certamente responsável, ainda por esclarecer em que medida, junto de outros agentes que por ação ou omissão causaram a irreparável perda das jovens vidas. Mas a análise dos dados contribui para que a catástrofe seja compreendida. Se não pelo apontamento dos responsáveis, coisa que apenas as autoridades farão com propriedade, ao menos por descartar a hipótese do abandono e da falta de dinheiro.

As temporadas se passaram com reajustes em todas elas, sempre para cima, até chegar a pouco mais do que R$ 19 milhões em 2018.

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