Flamengo tenta provar que ar-condicionados tinham disjuntores

GLOBO ESPORTE: O Flamengo se esforça para provar que o incêndio que matou 10 jovens das categorias de base no Ninho do Urubu não tem relação de casualidade com o clube. A diretoria procura reunir evidências que comprovem que todos os seis aparelhos de ar-condicionado no alojamento tinham disjuntores.

Advogados que defendem o Rubro-Negro acreditam dispor de elementos suficientes para mostrar que toda instalação seguia as normas recomendadas. Uma das linhas da investigação considera a hipótese de que o contêiner incendiado tinha apenas um disjuntor para os seis aparelhos de ar-condicionado, o que seria insuficiente para evitar um curto em caso de sobrecarga.

Ar-condicionados em conteiners no CT do Flamengo - Foto: Divulgação
O gabinete de crise instalado na Gávea passou dois dias em reuniões com representantes da NHJ do Brasil, fabricante dos contêineres do Ninho do Urubu. A empresa apresentou as plantas dos módulos habitáveis. É padrão cada aparelho de ar-condicionado ter um disjuntor próprio. Apuração interna do clube também indica que havia seis disjuntores no contêiner que pegou fogo na última sexta-feira.

O Flamengo vai entregar todas as evidências aos peritos da Polícia Civil. Além disso, o clube planeja apresentar novos documentos, notas fiscais e comprovantes de manutenção dos extintores de incêndio do Ninho do Urubu.

Contratado pelo clube, o advogado criminalista Ricardo Petri tem acompanhado as investigações e aconselhado como se proceder no inquérito. Em um dos depoimentos, um sobrevivente chegou a falar que havia uma “gambiarra” em um dos aparelhos. O Flamengo alegou que era apenas uma espécie de moldura, uma vez que o aparelho era menor do que o buraco. O jovem confirmou à polícia a versão do clube.

Mas o que pode ter causado o incêndio? Apenas a perícia, que ainda não tem data para ser concluída, pode dar certeza. O Flamengo acredita em duas hipóteses:

- Os picos de energia causados pelo temporal que atingiu o Rio de Janeiro na véspera do incêndio terem causado um curto-circuito.
- Ter havido algum tipo de erro na manutenção dos aparelhos, realizada em 5 de fevereiro, três dias antes da tragédia.

Após o fim das investigações, o Flamengo planeja demolir toda a antiga estrutura e retirar os contêineres do Ninho do Urubu. Isso já estava nos planos antes mesmo do incêndio. A mudança definitiva das categorias de base para o antigo módulo do elenco profissional estava programada para a última terça-feira, quatro dias após a tragédia.

Advogados acreditam dispor de elementos suficientes para mostrar que toda instalação seguia as normas recomendadas.

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