Roger exalta Fla-Flu por Garotos: "Será um dos maiores da história"

GLOBO ESPORTE: Fla-Flu, Taça Guanabara, Abel Braga, um time badalado por grandes reforços e duelo decisivo. O roteiro da semifinal desta quinta-feira, às 20h30 (de Brasília), no Maracanã, irremediavelmente faz os rubro-negros voltarem 15 anos no tempo e lembrar de Roger. O que esperam os cerca de 60 mil torcedores que vão ao estádio, porém, impede que o ex-lateral-esquerdo relembre apenas seu protagonismo nos clássicos de 2004.

Autor de três gols, todos decisivos em dois duelos com o Fluminense também no mês de fevereiro daquele ano, Roger tem muita história para contar. Mas só depois de usar sua experiência em um dos clássicos mais charmosos do país para falar da importância desta Fla-Flu de número 420 em 107 anos de história.

Foto: Divulgação
Mais do que um jogo de futebol, o encontro entre rivais será para homenagear as dez vítimas fatais do incêndio no Ninho do Urubu na última sexta-feira, 8 de fevereiro:

- Vai ser um Fla-Flu muito especial. Já acho que é o maior clássico do Rio, e o peso vai ser muito grande, um emocional muito forte. Será preciso que os jogadores controlem a emoção, principalmente os do Flamengo. Vou estar na torcida. Não sei se será o maior Fla-Flu da história, mas certamente estará na lista. Não queríamos que fosse assim, por conta de uma tragédia. Mas certamente será.

Dito isso sobre o que mais interessa no duelo da noite de quinta-feira, Roger permitiu-se voltar ao passado. Mais precisamente para as duas tardes mais marcantes da carreira. As vitórias por 4 a 3, na primeira fase, e 3 a 2, na decisão de Taça Guanabara de 2004, mudaram o rumo do jogador revelado pelo Corinthians.

De uma incógnita até três dias antes do primeiro Fla-Flu, quando foi muito vaiado e sacado por Abel no intervalo de um jogo com o Friburguense, o lateral deslanchou. Fez carreira na Europa, naturalizou-se polonês, disputou Eurocopa... Só tem uma reclamação a fazer sobre o jogo desta quinta:

- Tem todos os ingredientes, só falta eu estar em campo (risos).

Aposentado dos gramados, estrela do terrão. Desde que encerrou a carreira profissional, Roger se aventura em campeonatos de várzea em São Paulo, complementa a renda das aulas de futebol que dá para crianças e adultos e relembra o período em que dirigiu carros no aplicativo Uber. Confira abaixo o bate-papo com Roger Guerreiro. O Roger dos Fla-Flu:

Fla-Flu preferido
- O 4 x 3 entrou para história tanto do Flamengo quanto minha. Foram meus primeiros gols como profissional, de virada. Com 3 a 1, a torcida do Fluminense já gritava "olé" e o Felipe fez um gol de perna direita, que só servia para acelerar o carro. Eu nunca tinha feito gol no profissional e fiz dois. Foi tudo muito especial.

Papéis invertidos
- O time badalado era o Flu. Tinha o ataque bad boy com Romário e Edmundo, o Roger... Todo mundo só falava deles. Eu vinha de uma partida muito ruim contra a Friburguense e o Abel deu o voto de confiança. O Flamengo superou tudo e todos. Muita gente não acreditava. Eliminamos o Vasco e depois fomos campeões de novo contra o Fluminense.

De vaiado e substituído a herói de Fla-Flus
- Você vai do inferno ao céu em três dias. Passei por isso no Corinthians e no Flamengo. O Abel me sacou no intervalo na quarta-feira e só joguei o Fla-Flu porque o Júlio Cesar, que me substituiu, foi expulso e abriu a brecha. O Abel me chamou a disse: "O que aconteceu para você ir tão mal? O pessoal quer que eu improvise alguém na posição". Eu disse que era para confiar, que não sabia o que tinha acontecido, mas não ia se repetir.

- Tomei também uma baita dura do Júnior, que era dirigente na época. Só posso agradecer por esse voto de confiança. Se não fosse isso, minha carreira não seria como foi. Cresci muito dali para frente. Sou grato ao Abel e ao Júnior.

Mudança de patamar
- Esses Fla-Flus foram divisores de água, assim como tinha sido minha expulsão pelo Corinthians na Libertadores (em 2003, diante do River Plate). Se a gente perde para o Fluminense, eu, que já vinha de uma atuação ruim, seria o culpado. No futebol, sempre pegam um para Cristo. A carga em caso de derrota seria muito grande e eu não teria sequência.

Vida atual
- Fiz um tempo de motorista de Uber, mas foi só durante a reforma do local onde dou meus treinamentos. Tenho um projeto para crianças e dou aulas de crossfit para adultos. E continuo jogando, mas não profissionalmente. Atuo na várzea, me remuneram e tem um cachê por partida que ajuda a dividir a renda.

O Flamengo superou tudo e todos. Muita gente não acreditava. Eliminamos o Vasco e depois fomos campeões de novo contra o Fluminense.

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