Técnico que treinou jovem vítima no Fla lamenta: "Todos o amavam"

GLOBO ESPORTE: A tragédia no CT do Flamengo na manhã desta sexta-feira deixou de luto o mundo do futebol e encerrou de forma precoce o sonho de jovens jogadores. Um deles era Pablo Henrique, de 14 anos. Ele era primo do zagueiro Werley, do Vasco, e estava na base do Rubro-Negro desde o ano passado.

Natural de Oliveira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Pablo chamou atenção desde cedo de Adriano Ricardo, conterrâneo que à época coordenava o núcleo da Inter Academy em Divinópolis, 80 km distante. O ex-professor recebeu a notícia no início da manhã e, abalado, lamentou a morte do garoto.

– Recebi a notícia através de outro atleta, antes das 7h. Tem outro que jogava com ele que eu preparei e que está no Brasilis, de Águas de Lindóia, e me ligou cedo chorando. Liguei para o pai e não consegui falar. Liguei para um primo dele que está na casa dos pais em Oliveira e me confirmou. Os pais eu conheço desde criança, ele eu passei a conhecer há três anos. Começamos a nos relacionar, eu vi jogos dele. Numa oportunidade ele foi para o Atlético-MG, ficou um tempo lá, mas foi dispensado. Ele tinha parado de jogar futebol e o convidei para disputar o sub-14 pela Inter Academy de Divinópolis, onde eu era coordenador e treinador de algumas categorias – disse Adriano, que hoje coordena a escolinha do Vasco em Divinópolis.

Foto: Divulgação
De acordo com Adriano, Pablo conseguiu oportunidade no Flamengo por intermédio do primo Werley, no segundo semestre do ano passado, e desde então defendia o sub-15 do Rubro-Negro.

– Ele treinou comigo até agosto e tinha uma oportunidade de ir para os Estados Unidos, só que não concretizou. Aí ele me disse que o Werley estava conseguindo uma oportunidade para ele no Flamengo. Ele ficou duas semanas na casa do Werley fazendo avaliação. Deram oportunidade para ele e foi integrado ao sub-15.

Ainda conforme o ex-técnico de Pablo, a família segue em Oliveira. Werley tem cuidado da situação pessoalmente no Rio de Janeiro. Com a dor da perda, Adriano descreveu carinhosamente Pablo como um jovem promissor e carismático.

– Como jogador era o Dedé, do Cruzeiro. Mesmo perfil, atitude, intensidade, mesma vontade de jogar, vontade, cooperativismo dentro de campo, a mesma coisa, não desistia. Como pessoa era fantástico, todos o amavam, tanto é que o pessoal de Divinópolis veio todo em peso para Oliveira. Amigo de todos, os meninos eram apaixonados com ele.

Ele era primo do zagueiro Werley, do Vasco, e estava na base do Rubro-Negro desde o ano passado.

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