Everton Ribeiro explica frieza em pênaltis sob pressão: "Sou calmo"

MERCADO LIVRE: Imaginem a cena: Everton Ribeiro está dando entrevista ao vivo em um programa de televisão, quando Willian Arão entra na sala e começa a pular e fazer caretas atrás da câmera, mas o camisa 7 continua falando normalmente e não esboça sequer uma risada. Sim, isso aconteceu.

Só com um nível de concentração desses para explicar a cobrança de pênalti nos acréscimos de um Fla-Flu decisivo, no Maracanã, com tamanha tranquilidade (veja no vídeo acima). Se fizesse o gol, classificava o Flamengo para a final da Taça Rio; se perdesse, não haveria mais tempo hábil para evitar a eliminação. Pressão? O "homem de gelo" rubro-negro driblou até o frio na barriga:

– As emoções ali estão à flor da pele, a gente olha a torcida, o adversário... Mas na hora que pego a bola tento respirar fundo, concentrar, ver onde posso bater e fazer o meu melhor. Procuro ser calmo. Eu sou mais calmo, acho que isso vem desde pequeno. Deus me deu essa calma toda aí, mas a emoção é forte. E treino bastante, os goleiros aqui me dificultam muito para, na hora do jogo, poder acertar. Então é frieza, mas também tranquilidade de estar treinado.


E para quem acha que Everton não faria isso de novo, ele já fez. Em 2017, diante do Coritiba na antiga Ilha do Urubu, o Flamengo pressionado após três rodadas sem vencer empatava por 1 a 1 em casa e teve um pênalti nos acréscimos. O meia pegou a bola, cobrou da mesma forma (veja no vídeo acima) e aliviou a pressão que estava sobre o time de Zé Ricardo.

A frieza é tanta que Everton inspirou a sequência de um filme infantil de Disney nas redes sociais: "Frozen 2: o batedor de pênaltis". Tem até o gol ao som de "Let it Go", música original da trilha sonora da animação que ganhou o Oscar em 2014.

Coincidentemente, o primeiro gol de Everton Ribeiro com a camisa do Flamengo foi de pênalti, na vitória por 5 a 2 sobre o Palestino, no Chile, pela Sul-Americana de 2017. No clube há quase dois anos, o meia já bateu seis pênaltis, converteu cinco e perdeu apenas um, contra a Chapecoense.

Em entrevista ao Globo Esporte na última quinta-feira, o camisa 7 contou um pouco de sua estratégia nos pênaltis; falou também sobre a possibilidade de jogar centralizado no time de Abel Braga, da "folga" na final da Taça Rio e a expectativa de voltar a ser convocado pela Seleção.

Confira o bate-papo:

Globo Esporte: você tem alguma estratégia no pênalti?

Everton Ribeiro: – Eu acabo treinando daquela forma, não colocar tanta força porque me sinto bem batendo mais colocado. Eu tento deslocar para que o goleiro não possa chegar na bola. Quando chego perto, vejo ele saindo e tento mudar o canto, senão bato forte no canto que escolhi. Meu primeiro gol aqui foi de pênalti. Tenho alguns na minha carreira, mais acertei do que errei (risos).

Não dá nem um friozinho na barriga?

– Com certeza. A gente já vai pensando em mil possibilidades, mas a confiança no trabalho é grande e graças a Deus vem dando certo.

Como foi para você jogar centralizado? Prefere no meio ou na ponta direita?

– Eu gosto de jogar bastante ali na meia, podendo armar a equipe. Ontem (quarta-feira) consegui jogar por dentro. Mesmo quando estou jogando aberto, o Abel me dá liberdade para poder cair para o meio, armar jogadas, receber a bola... Então estou me sentindo muito bem, o Abel me dá toda essa liberdade, e creio que isso tem me possibilitado muito a ajudar a equipe.

E como vai ser acompanhar de fora a final da Taça Rio?

– Vontade é sempre estar em campo. Estive algumas rodadas fora e não via a hora de voltar. E agora só jogo importante, a gente quer ajudar, mas tem uma preparação por trás vendo quem está mais bem condicionado para poder chegar e fazer os 100%. Hoje o futebol exige isso e tem sido o nosso diferencial. A equipe de domingo vai entrar com tudo para fazer um grande jogo, e quarta-feira tem mais. Assim a gente vai aos poucos para conquistar nossos objetivos.

Fica mais nervoso fora do que dentro de campo?

– É muito mais fácil para nós lá dentro, quando a gente pode resolver de alguma maneira, do que fora só olhando, o nervosismo aumenta. Mas tenho certeza de que quem estiver lá vai nos trazer alegria.

Você já foi convocado para a Seleção há alguns anos. Essa história ainda não terminou?

– Tenho expectativa de voltar, mas passa muito pelo que fizer aqui no clube. Então é manter o foco total aqui, fazer grandes jogos, ajudar a equipe nas partidas decisivas e naturalmente o Tite vai estar de olho no Flamengo.

Se fizesse o gol, classificava o Flamengo para a final da Taça Rio; se perdesse, não haveria mais tempo hábil para evitar a eliminação.

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