Faltou equilíbrio ao Flamengo

GILMAR FERREIRA: Vale a pena olhar mais para a classificação geral do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro do que para os pontos conquistados na Taça Rio.

Se assim fosse, os dias que antecederam o clássico entre Vasco e Flamengo, nesta terceira rodada, teria outra leitura.

Afinal, com o Botafogo quase fora da disputa pela quarta vaga no turno final, com apenas cinco pontos ganhos, a liderança no quadro geral merecia atenção.

Merecia, e ainda merece.

Com o empate no clássico e a vitória do Fluminense, são consideráveis as possibilidades de o quarto colocado no geral ser um clube de menor porte.

Provavelmente, o Volta Redonda, hoje com 16 pontos.

Foto: Divulgação
Flamengo e Vasco estão empatados com 20 e os tricolores assumiram o terceiro lugar, com 17.

E esse "rali" na classificação geral pode fazer a diferença na semifinal decisiva do Estadual.

Principalmente, se o vencedor da Taça Rio não for o Vasco, campeão da Taça Guanabara.

Porque se os vascaínos ganharem também o returno, o segundo e o terceiro colocados no geral decidirão entre si quem fará a final com o time da Colina.

Ou seja: neste sentido, as próximas três rodadas (quatro, no caso do Botafogo, que ainda joga nesta segunda-feira (11) serão decisivas.

VASCO 1 x 1 FLAMENGO.

Apesar de o confronto não ser tão sem valor assim, como vimos acima, Abel Braga fez certo ao apostar nos jovens da base.

Talvez, com o exagerado improviso do jovem volante Hugo Moura na zaga

Muito talvez - mas essa é uma outra conversa.

Sobre o jogo, em sim, o Flamengo levou alguns minutos para se ajeitar em campo, mas depois dos 15 já exibia confiança.

E à partir daí já não se importou com as particularidades e encarou o clássico com a rivalidade que o jogo carrega.

Ignorou a improvisada dupla de zaga formada por jovens do sub 20.

E deu de ombros à presença de um ex-júnior de volante e de um outro sub 20 no comando do ataque.

Meninos bons de bola que têm mais familiaridade com essa rivalidade entre os dois clubes do que alguns "medalhões" que chegam a peso de ouro.

E quando a bola rolou a qualidade ofensiva do trio Everton Ribeiro, De Arrascaeta e Vitinho equilibrou o jogo e fez do conjunto rubro-negro um time mais vertical.

A falta de comunicação da dupla Thiago Galhardo e Pikachu com Maxi López, a principal referência do ataque, potencializa a má fase do argentino.

Teve lá um ou outro lance de perigo, mas repetiu a precariedade ofensiva de outros jogos.

Sofreu um bonito gol de De Arrascaeta no início do segundo tempo, e só conseguiu o empate naquele pênalti ridículo cometido por Thuller na última bola do jogo.

E o ponto só veio porque Alberto Valentim hoje tem um time mais comprometido, que se entrega às causas do clube, e não se abate com facilidade.

Foi o que evitou a derrota num jogo em que o Flamengo não teve medo de jogar com os garotos que revela - para mim, o ponto mais relevante do clássico.

Um prato cheio para Abel Braga degustar, ressaltando o quão bom é o trabalho que o Flamengo faz em suas divisões de base.

Um mês após a tragédia no Ninho, cabia a homenagem...

Mas o técnico rubro-negro optou pelo deboche na coletiva e transferiu para a arbitragem a incompetência de Rodinei, que perdeu o gol que liquidaria o jogo.

Faltou ao bravo treinador um pouco mais de equilíbrio...

Um prato cheio para Abel Braga degustar, ressaltando o quão bom é o trabalho que o Flamengo faz em suas divisões de base.

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