Fim do Flamengo arame liso

MAURO CEZAR PEREIRA: Mais posse de bola (64% a 36% no primeiro tempo), mais passes trocados (298 a 106) na etapa inicial, mais finalizações (7 a 2 antes do intervalo) que resultaram em 12 arremates do Flamengo contra sete da LDU, posse de bola também superior (64% a 36%) e grande disparidade nos passes certos (553 a 216). O Flamengo teve quase tudo para sair do Maracanã quase sem defeitos, com volume, domínio e controle do jogo sem ser ameaçado e oportunidades geradas por seus jogadores.

Mas como diz o companheiro André Rocha, aqui do UOL, a síndrome do "arame liso" ainda assusta os rubro-negros, e o segundo gol, que levou a tranquilidade aos flamenguistas, demorou mais do que deveria, com direito a pênalti perdido pelo time equatoriano. O placar ampliado naturalmente no segundo tempo nem precisava incluir os momentos de preocupação que antecederam à defesa de Diego Alves na batida da penalidade por Intriago, nos minutos derradeiros da etapa inicial.

Everton Ribeiro e a torcida do Flamengo - Foto: Celso Pupo / Fim de Jogo
Mas há um detalhe que chama a atenção: a quantidade de passes trocados pela equipe de Abel Braga a cada jogo. É grande a variação, o time do Flamengo é capaz de não passar dos 267 contra o Fluminense, no nível do mar, e 253 a quase 4 mil metros frente ao San José de Oruro. E soma mais do que o dobro (561) diante do Americano, por exemplo. Foram mais de 550 diante da LDU no Maracanã. A equipe não rejeitou a pelota, dela não teve nojo. E isso é bom. Mas é o que deseja o treinador? Ou o instinto do time falou mais alto?

Afinal, qual a filosofia de jogo desse Flamengo, posse de bola ou à espera do oponente para reagir? Obviamente o ideal é saber atuar de ambas as maneiras, mas pelo elenco que possui, identidade do clube e maneira como vinha atuando, mesmo com problemas evidentes, não faz sentido desprezar a característica marcante: o controle da bola e por meio dele o da peleja. Vitória segura, madura e muito boa do time de Abel Braga. O caminho para a classificação está pavimentado.

Pode ser sinal de evolução, mas é preciso entender como um pequeno passo na direção desejada, sem fechar os olhos para problemas existentes, procurando aproveitar o que esse grupo pode oferecer. Não, a LDU, embora campeã da Liberadores e da Copa Sul-americana há 10, 11 anos, não é um River Plate, um Boca Juniors. Há perigos maiores, óbvio. É preciso evoluir, mais e mais, entender o que o elenco pode proporcionar e ampliar esse potencial. Sem ilusão.

Passes certos do Flamengo em 2019
Bangu 1 x 2 465
Resende 1 x 1 480
Botafogo 1 x 2 462
Boavista 1 x 3 382
Cabofriense 4 x 0 414
Fluminense 1 x 0 267
Americano 1 x 4 561
Portuguesa 3 x 1 520
San José 0 x 1 253
Vasco 1 x 1 300
LDU 0 x 3 553

O Flamengo teve quase tudo para sair do Maracanã quase sem defeitos, com volume, domínio e controle do jogo sem ser ameaçado.

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