Flamengo, enfim, justificará o alto investimento sobre o Fluminense?

UOL: Rivais por uma vaga na decisão da Taça Rio, Fluminense e Flamengo medem forças nesta quarta-feira, às 21h30, no Maracanã. Com a vantagem do empate, o Flu reencontra o rival para uma espécie de tira-teima de um confronto marcado pelo equilíbrio em 2019.

Se até o momento cada um levou uma vitória para casa e os números de gols são idênticos para ambos (três a favor e contra), os gigantes só tem rivalizado mesmo dentro das quatro linhas, já que o Fla ganha de goleada quando o assunto se refere à capacidade econômica.

Apenas em investimento em contratações, o Rubro-negro superou a casa dos R$ 100 milhões, quantia hoje impensável nas Laranjeiras. Para formar seu time neste ano, o Flu recorreu a jogadores em fim de contrato e sem badalação no mercado, exceção feita a Ganso. O alento tricolor reside no fato de que os dois clássicos foram encarados de igual para igual ante um adversário que ainda não conseguiu traduzir riqueza em predomínio esportivo.

Bruno Henrique, Diego e Gabigol, jogadores do Flamengo, comemorando gol - Foto: Alexandre Vidal
No Flu x Flu do último domingo, a sensação era de que a equipe de Fernando Diniz poderia até ter buscado o empate. Diante de um Flamengo com Gabigol, Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Diego e outros, o time perdeu por 3 a 2, mas martelou até o apito final. Este desempenho encheu de confiança o lado tricolor, que repete exaustivamente que o comandante é um dos grandes responsáveis pelo rendimento.

O abismo financeiro se reflete ainda na capacidade de arrecadação atual da dupla. Se o Fla fechou nesta semana um patrocínio que dá algum fôlego extra para as finanças, o Flu ainda patina nesta área. Desde que rescindiu com a Valle Express, que não honrou alguns pagamentos assumidos, o presidente Pedro Abad e seus pares ainda buscam um parceiro que aporte alguma quantia considerável. Em apuros, a cúpula de futebol só acertou o pagamento de salários dos jogadores na última segunda-feira.

O fator bilheteria também pende a favor do Fla, que tem convivido com uma rotina de estádios cheios na temporada. Do início do ano para cá, o time atuou para uma média de pouco mais de 42 mil pessoas quando foi mandante. Os tricolores pensam em estratégias para levar seu torcedor a campo, visto que o índice de comparecimento em jogos com seu mando está na casa das 6 mil pessoas. Este abismo de público se reflete diretamente no valor arrecadado: R$ 7,8 milhões x R$ 1,1 milhão.

Alheio aos fatores extracampo, o lateral-direito Gilberto tratou de falar apenas sobre a partida desta noite. Consciente das dificuldades, o jogador pediu concentração máxima:

"Sabemos que precisamos vencer, o Fluminense entra em campo sabendo disso. Sabemos que a vantagem do empate não quer dizer nada no futebol. Tivemos a lição do jogo contra o Flamengo na Taça Guanabara, pois eles tinham isso e acabamos vencendo", disse.

O clima na Gávea é de tranquilidade, mas o grupo sabe que uma nova queda para o adversário desta noite pode fazer com que a cobrança na arquibancada aumente. Apesar de ter de vencer a todo custo, Abel Braga deve mandar a campo uma equipe mesclada, já que alguns titulares apresentaram desgaste e outros estavam servindo suas seleções.

"Em alguns momentos será obrigatória essa mudança de time, o desgaste é muito grande. Se for necessária a substituição, temos peças para manter o nível de atuação", ponderou Diego.

Apenas em investimento em contratações, o Rubro-negro superou a casa dos R$ 100 milhões, quantia hoje impensável nas Laranjeiras.

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