Flamengo protocola intenção de gerir o Maracanã

BLOG DO RODRIGO MATTOS: A diretoria do Flamengo protocolou nesta semana ao governo do Rio de Janeiro a intenção de gerir de forma provisória o Maracanã enquanto não ocorre a licitação. Com isso, o clube e um consórcio de empresas se apresentaram como candidatos a 20 dias do prazo final. A Ferj indicou que não deve assumir. O custo da operação anual do estádio é de R$ 14 milhões.

A saída da Odebrecht do Maracanã foi anunciada pelo governador do Rio, Wilson Witzel, no dia 18 de março, e em seguida iria procurar solução provisória para o estádio por seis meses. A Odebrecht já confirma que não vai recorrer e vai devolver o estádio para o Estado no prazo. Um consórcio com a empresa que gere o Allianz Parque, Bravo Live, juntamente com a Ticket For Fun e a Golden Goal oficializou a intenção de assumir provisoriamente o estádio na semana passada.

Torcida do Flamengo no Maracanã - Foto: Staff Images
Nesta semana, foi a vez do Flamengo se apresentar como candidato. Oficialmente, a o vice-presidente de Comunicação do Flamengo, Gustavo Oliveira, não quis falar sobre a intenção protocolada: "Não vamos comentar. Por enquanto, só podemos dizer que estamos conversando com o governo assim como outros clubes", disse ele. Ao dizer que quer assumir o estádio, Fla demonstra a intenção, mas, para isso se concretizar, vai depender das condições postas pelo governo.

A Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), que inicialmente era uma candidata a gestão segundo o governo do RJ, indicou que não quer assumir o Maracanã sozinha. Sua atuação será apenas para auxiliar os clubes e garantir que esses joguem por lá. Isso tem a ver com os custos do estádio.

Nas contas de 2019, segundo apurou o blog, o Maracanã tem como maior custo a energia elétrica que soma R$ 555 mil em média por mês nos meses de 2019. O valor é igual ao dos meses de 2018. Ou seja, só a energia consome em torno de R$ 6,5 milhões por ano. A água gera um gasto um pouco menor: R$ 127,6 mil em média por mês, o que gera em torno de R$ 1,5 milhão por ano.

Na sequência, há gastos com a segurança e limpeza do estádio que somam R$ 3,250 milhões por ano. E o gramado do estádio tem custo de R$ 780 mil por ano, levando-se em conta uma média de R$ 65 mil por mês com a empresa Greenleaf.

Por fim, há mais R$ 2 milhões em impostos para serem bancados. No total, essas grandes despesas somam R$ 14,2 milhões consideradas as médias de consumo de 2019, sem incluir as operações de jogo ou a manutenção do estádio. Outros gastos menores podem entrar na conta aumentando levemente a conta fixa do Maracanã. Esses custos não incluem os de operações dos dias de jogos já bancados e organizados pelos clubes.

No caso da manutenção, o custo é imprevisível no momento por que não há como saber o estado da cobertura, item que sofre maior desgaste. Contabilizada só a operação, a Odebrecht tinha lucro no estádio já que ganhou R$ 23 milhões em 2018.

Há uma expectativa entre interessados no estádio de que o governo do Rio de Janeiro defina até a semana que vem as condições em que seria cedido o estádio. Dirigentes do Flamengo, Fluminense e Vasco já estiveram duas vezes com representantes do Estado para discutir a questão.

Mas todas partes já deixaram claro que vão fazer proposta dependendo das condições propostas pelo governo do Estado, tanto às financeiras quanto em relação em relação ao estado do Maracanã.

Com isso, o clube e um consórcio de empresas se apresentaram como candidatos a 20 dias do prazo final.

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