"Flamengo tem um jeito de atacar e defender", destaca De Conti

TORCEDORES: Por Joao Gabriel Tavares

A equipe de basquetebol do Flamengo vem treinando com força para as próximas cinco partidas do NBB 2018/2019. Neste sábado (9), o Fla Basquete encara o Minas no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. O técnico da equipe, Gustavo de Conti, falou ao Torcedores.com sobre o jogo contra o Minas, o NBB, a Copa Super 8 e a tragédia no Ninho. Veja detalhes da entrevista.

HÁ UMA PREPARAÇÃO ESPECIAL PARA A PARTIDA DE SÁBADO CONTRA O MINAS?

“A gente não pode ficar mudando muito de jogo para jogo. O Flamengo tem um jeito de jogar, um jeito de atacar, um jeito de se defender. Acho que qualquer equipe não vá mudar radicalmente de uma partida para outra. Mas é claro que principalmente quando vai chegando perto do jogo a gente vai adaptando”.

Foto: Divulgação
“O time do Minas é um time muito versátil. Tem jogadores versáteis. Quase todos os jogadores podem jogar de costas, de frente. Então a gente faz os treinos mais ou menos baseados nas características da equipe do Minas. E tem de adequar muita coisa ao que a gente vai encontrar no sábado“.

JOGAR EM CASA AJUDA?

“Não diria que é mais fácil, mas é muito mais gostoso. A gente se sente muito mais confiante. A torcida do Flamengo é uma torcida que do começo ao fim apoia, independente de como está o time. Pelo menos tem sido assim com a gente. Depois que acaba o jogo sim: se a gente joga muito mal, se a gente perde, a torcida cobra como tem que cobrar”.

“Mas durante o jogo não é uma torcida como a dos outros times, que é uma torcida que fica xingando durante a partida. Não, é uma torcida que nos apoia muito. Isso nos dá muita motivação, nos dá muito mais vontade na hora do jogo”.

A EQUIPE ESTÁ EM TERCEIRO LUGAR NO NBB, QUAL A EXPECTATIVA PARA O TORNEIO E COMO GANHAR OS PRÓXIMOS CINCO JOGOS?

“Está todo mundo muito perto, eu diria que nós Franca e Pinheiros estamos muito próximos. Pinheiros tem quatro derrotas, nós temos quatro derrotas e o Franca tem três derrotas. Depois disso as outras equipes têm sete derrotas. Então eu acho que a gente deve terminar entre os três primeiros, quase que certo isso. Mas a gente tem o desempate contra Pinheiros e Franca, que não é favorável à gente, é favorável a eles”.

“De qualquer forma precisamos pensar em fazer a nossa parte. Ganhar os jogos que faltam, pensando um de cada vez. E se acontecer uma derrota de Pinheiros ou de Franca a gente ultrapassa eles. Se não nós precisamos fazer a nossa parte para pelo menos terminar em terceiro”.

O OBJETIVO FINAL É VENCER O NBB 2018/2019?

“Sempre, o objetivo do Flamengo é vencer todos os campeonatos. A gente sabe que é muito difícil. já são dois anos que a gente não consegue ganhar depois de ter aquela sequência de quatro títulos seguidos. Mas a gente está sempre atrás de títulos e com certeza o Flamengo é um dos favoritos. Não é o único, mas é um dos favoritos que pode ser campeão essa temporada”.

VOCÊS CONQUISTARAM A SUPER 8, COMO FOI ISSO?

Gustavo Conti: A gente teve bastante tempo para treinar, nós passamos muitos jogos invictos. Daí vieram 18 jogos em 40 dias, juntando a Sul-Americana, as Finais do Carioca, a NBA e aí os jogos da NBB. Aí tivemos uma queda porque acabamos ficando praticamente sem treinar esse período, era só viagens, jogos, jogos, viagens”.

“Tivemos uma queda e sofremos essas três derrotas. Depois a gente conseguiu voltar a treinar. Voltamos a treinar bem e isso foram mais ou menos dez dias antes do Super 8. E os times foram muito bem no Super 8, muito pelo fato de a gente ter tempo para treinar. E também devido ao fato de o Flamengo ter jogadores e ser uma equipe com tradição de chegada, de reta final. Além de ter jogadores experientes, que sabem jogar esses momentos decisivos”.

“O Super 8 foi tiro curto, mata-mata, jogo único. Você tinha de ganhar se não estava eliminado. Soubemos lidar muito bem com essa pressão. Acho que a camisa dos jogadores pesou e a experiência dos jogadores também. É isso que a gente quer, usar o Super 8 como exemplo para os playoffs. A gente sabe que em momentos decisivos a gente cresce. Quero que a equipe esteja bem treinada para chegar muito bem nos playoffs”.

COMO A TRAGÉDIA NO NINHO DO URUBU AFETOU A EQUIPE?

“No ano passado eu estava em outro clube e teve a queda do avião da Chape, que não teve nada a ver com basquete ou com o meu time. Mas é uma coisa que abala a gente como pessoa. E por mais que você tente separar, você entra pensando nisso quando está treinando porque todo mundo é do esporte”.

“Você pensa nas famílias que ficam, nas pessoas que tinham sonhos e foram embora. E aqui por estar tão próximo da gente nós ainda sentimos isso. Você sente, o ninho interditado, os jogadores de futebol estarem treinando aqui. Você sente, você fica ligando isso “o futebol está aqui porque aconteceu aquilo”.

“Tudo isso é muito triste, mas a gente infelizmente precisa seguir em frente. Orar pelas famílias e pelas pessoas que estão ali. Na minha opinião, o Flamengo está lidando da melhor maneira possível com a situação. A assessoria, os médicos, os advogados, a gente está até muito esquecido aqui. Mas eu não lamento isso, tem de ser todas as atenções voltadas para as famílias”.

Gustavo de Conti, falou sobre o jogo contra o Minas, o NBB, a Copa Super 8 e a tragédia no Ninho.

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