Time confuso, vitória inédita e Diego Alves protagonista

ESPN FC: Por João Luis Jr

A Libertadores é sempre uma competição complicada. Seja pelas equipes tradicionais do continente, seja pela nossa falta de informação sobre os times vizinhos, seja pelas viagens, pela altitude, pelo fato de você precisa enfrentar desde caldeirões lotados até verdadeiros pastos andinos onde desconfia que minutos antes do jogo ainda pastava uma lhama.

E para o Flamengo, desde quando Zico e sua geração conquistaram a América em 1981, as coisas sempre tiveram uma tendência a se complicar mais ainda. Eliminações traumáticas, derrotas injustificáveis, um time que se mostrava tecnicamente abaixo do desafio ou deixava claro que não tinha o preparo psicológico necessário para continuar na competição, o que serve apenas para aumentar a pressão a cada participação.

Diego Alves, goleiro do Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Então num cenário de estreia na Libertadores, fora de casa, com 3700 metros de altitude, a vitória desta terça-feira foi não apenas algo inédito na história do clube como um belo passo para um Flamengo que nas edições recentes da competição demonstrou imensa dificuldade para sequer pontuar fora do Maracanã.

Foi uma aula rubro-negra de futebol? Obviamente não foi. O Flamengo segue tendo dificuldades na articulação de jogadas, Arrascaeta não achou seu lugar no time, Abel parece ter várias dúvidas e apenas uma convicção chamada “William Arão”. A zaga ainda precisa se entender melhor, Gabigol perdeu ao menos um gol que um atacante que tem “gol” no nome não pode perder, Pará ainda é algo que existe e faz parte de nossas vidas.

Mas o time soube ser firme e garantir o resultado que precisava, seja através da disposição sem fim de Bruno Henrique, da frieza do mesmo Gabigol, que pode ter perdido uma boa chance mas deixou o seu, ou das defesas do protagonista da noite, Diego Alves, nessa que talvez tenha sido uma das suas melhores atuações com a camisa rubro-negra, mostrando que pode decidir um jogo com a mesma facilidade com que decide estragar o clima no vestiário do clube, por exemplo.

Ainda existe muito o que melhorar? Obviamente. Precisamos de mais organização em campo, Abelão precisa finalmente definir o que ele quer desse time, nosso goleiro não pode ter que realizar tantas defesas complicadas na mesma partida. Mas para um Flamengo que não vem muito bem, numa estreia de Libertadores, fora de casa, na altitude, é preciso reconhecer que foi, sem dúvida nenhuma, um ótimo resultado.

E que pode se tornar ainda melhor se soubermos aproveitar a confusa tabela da Conmebol, essa organização tão séria que marcou 3 partidas seguidas para o Flamengo dentro de casa, o que permite que, se fizer seu dever de casa com atenção, o clube termine a quarta rodada com 12 pontos e a classificação praticamente garantida. Pra isso vamos precisar evoluir bastante em relação ao que vimos ontem? Com certeza. Mas ao menos conseguimos começar a caminhada com o pé direito.

E para o Flamengo, as coisas sempre tiveram uma tendência a se complicar mais ainda.

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